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29/07/2026 05:00· 3 min de leitura· Tecnologia
Atualizado há 1 hora

Unicórnios do futuro: As próximas 20 Startups de US$ 1 bilhão

Unicórnios do futuro: As próximas 20 Startups de US$ 1 bilhão
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Todo ano, a Forbes e a gestora de venture capital TrueBridge Capital Partners selecionam 20 startups americanas com grande potencial de se tornarem unicórnios, ou seja, empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,08 bilhões). A lista deste ano tem um denominador comum forte: praticamente todas as empresas escolhidas usam inteligência artificial de alguma forma, seja para revisar contratos, identificar falhas de segurança ou economizar energia em data centers. Para quem administra um negócio no Brasil, entender essas apostas ajuda a enxergar para onde o capital de risco global está indo e quais tecnologias podem chegar por aqui em breve, seja como concorrência, fornecedor ou modelo de inspiração.

Como funciona a lista e por que ela importa

Para entrar na seleção, a startup precisa ter recebido investimento de venture capital, estar sediada nos Estados Unidos e ainda valer menos de US$ 1 bilhão. Ou seja, é uma aposta em empresas que ainda não chegaram lá, mas têm tudo para chegar. O histórico da lista dá credibilidade ao exercício: das 275 empresas já indicadas nos últimos 12 anos, 60% de fato viraram unicórnios, incluindo nomes que hoje são conhecidos globalmente, como Duolingo e DoorDash. Outras 60 foram compradas ou passaram por fusões, e apenas seis, cerca de 2% do total, fecharam as portas ou entraram em colapso. Da turma do ano passado, quase metade já ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado. Isso mostra que a lista funciona menos como especulação e mais como um termômetro real de onde o mercado está apostando as fichas.

Quem está na lista e o que cada uma resolve

Entre os destaques está a Abby Care, fundada por Havi Nguyen, que usa recursos do Medicaid americano para remunerar familiares que já cuidam de parentes com deficiência ou idosos, oferecendo um aplicativo com folha de ponto, registros de atendimento e um assistente de IA. A empresa já captou US$ 45 milhões e é avaliada em US$ 225 milhões, com investidores como Sequoia Capital e Thrive Capital.

Outra aposta é a American Terawatt, que quer resolver um problema de eficiência energética em data centers de IA construindo redes exclusivas de corrente contínua, evitando a perda de energia que ocorre na conversão para corrente alternada. Já a Clair, criada em 2019, permite que trabalhadores pagos por hora antecipem parte do salário antes da data de pagamento, integrando-se a sistemas de folha de pagamento como a ADP. A Cogent, por sua vez, usa agentes de inteligência artificial para identificar e priorizar vulnerabilidades de segurança em empresas como a fabricante de óleos Valvoline e universidades americanas.

Na área jurídica, a Crosby criou um modelo de escritório de advocacia baseado em agentes de IA que revisam contratos e acordos de confidencialidade, cobrando um valor fixo por documento revisado em vez de honorários por hora, já com 130 clientes entre startups de tecnologia. A DepthFirst foca em prever e corrigir vulnerabilidades cibernéticas de forma autônoma, enquanto a Elorian desenvolve uma inteligência artificial capaz de compreender espaço físico em três dimensões, útil tanto para robótica quanto para aplicações mais simples, como simular a compra de um móvel dentro de casa.

StartupÁrea de atuaçãoCapital captadoAvaliação de mercado
Abby CareCuidadores remunerados via MedicaidUS$ 45 milhõesUS$ 225 milhões
American TerawattEnergia para data centers de IAUS$ 69 milhõesUS$ 145 milhões
ClairAntecipação salarialUS$ 53 milhõesUS$ 320 milhões
CogentCibersegurança com IAUS$ 85 milhõesUS$ 400 milhões
CrosbyAdvocacia com IAUS$ 120 milhõesUS$ 580 milhões
DepthFirstPrevenção de falhas cibernéticasUS$ 55 milhõesUS$ 300 milhões
ElorianIA com compreensão espacialUS$ 17 milhõesUS$ 75 milhões

O que isso significa para o seu negócio

Mesmo que essas startups atuem nos Estados Unidos, os problemas que elas resolvem não são exclusivos de lá. Antecipação salarial, gestão de contratos com IA, correção automática de falhas de segurança e cuidado remunerado a familiares são desafios que também aparecem em empresas brasileiras, muitas vezes sem solução tecnológica acessível. Se você lida com equipe horista, contratos jurídicos recorrentes, segurança de dados ou efici

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