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28/07/2026 21:00· 4 min de leitura· Tecnologia
Atualizado há 1 hora

Fintechs na América Latina: Era da Rentabilidade e Maturidade

Fintechs na América Latina: Era da Rentabilidade e Maturidade
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O mercado de fintechs na América Latina está passando por uma transformação que interessa diretamente a quem administra uma empresa. Depois de anos vendendo a promessa de substituir os bancos tradicionais, essas empresas agora precisam provar que são rentáveis e confiáveis. Para você, empresário ou gestor, isso significa que a escolha de parceiros financeiros digitais vai exigir mais critério do que apenas olhar para o aplicativo mais bonito ou a taxa mais baixa.

Um estudo recente mostra que o setor viveu um crescimento expressivo entre 2017 e 2021, período em que a inclusão bancária na região saltou de 54% para 73% da população. Esse avanço foi puxado por capital farto e pela corrida para conquistar usuários rapidamente. Só que esse cenário mudou. Com o dinheiro mais caro, os investidores passaram a exigir resultado concreto: em 2025, os aportes em fintechs mais maduras cresceram 176%, mas concentrados justamente nas empresas que já mostram capacidade de dar lucro.

O que muda para quem usa fintechs no dia a dia

Na prática, o discurso de que a fintech vai "quebrar" o banco tradicional perdeu força. O que ganha espaço agora é o modelo chamado de confiança como serviço, no qual a empresa financeira digital atua como uma espécie de copiloto do cliente, oferecendo orientações e recomendações, não apenas um cartão ou uma conta digital. Mais de 60% dos consumidores latino-americanos já aceitam bem o uso de assistentes com inteligência artificial nesse processo, mas atenção: 85% ainda consideram essencial ter contato humano quando o assunto é segurança. Ou seja, tecnologia sozinha não resolve, e isso vale tanto para o consumidor final quanto para a sua empresa quando ela é cliente desses serviços.

Isso reforça um ponto importante para o gestor: antes de fechar com uma fintech para movimentar recursos da empresa, vale checar se ela oferece canais reais de atendimento humano para questões críticas, e não apenas chatbots automatizados. A confiança, segundo o estudo, passou a ser o principal diferencial competitivo do setor, mais até do que a tecnologia em si, já que o Open Finance tornou boa parte das soluções tecnológicas acessíveis a qualquer player.

Segurança digital: um ponto de atenção redobrado

A região latino-americana enfrenta uma taxa de ataques cibernéticos 40% maior do que a média mundial. Esse dado deveria pesar na decisão de qualquer empresário que movimenta dinheiro por plataformas digitais. As empresas que estão se destacando no mercado são exatamente as que investem em segurança, transparência sobre como funcionam seus sistemas e utilidade real para o usuário, deixando de lado estratégias baseadas apenas em marketing e engajamento nas redes sociais.

No Brasil, que lidera esse processo de amadurecimento na região, existe ainda um desafio adicional: a saturação. O brasileiro médio tem seis contas bancárias diferentes, o que gera cansaço digital e faz com que vários aplicativos sejam simplesmente abandonados. Para o seu negócio, isso é um alerta sobre a importância de simplificar a gestão financeira em vez de multiplicar contas e serviços que acabam não sendo usados de fato.

IndicadorDado
Inclusão bancária em 201754%
Inclusão bancária em 202173%
Crescimento de investimentos em fintechs maduras (2025)176%
Consumidores abertos a assistentes com IAMais de 60%
Consumidores que exigem contato humano para segurança85%
Ataques cibernéticos na região acima da média global40%
Brasileiros que esperam consultoria financeira das instituições66%

Como se preparar para essa nova fase

Com o Pix já consolidado como parte da infraestrutura básica do sistema financeiro brasileiro, a diferenciação entre as fintechs deixou de estar apenas na tecnologia e passou a depender de relacionamento e relevância no dia a dia do cliente. Segundo o estudo, 66% dos brasileiros esperam que suas instituições financeiras atuem como consultoras, sugerindo investimentos e caminhos, não apenas oferecendo uma carteira digital. Isso é um sinal de que o mercado está caminhando para serviços mais personalizados.

Para o seu negócio, o recado prático é: na hora de escolher fornecedores financeiros digitais, avalie histórico de solidez, políticas claras de segurança e a capacidade real de atendimento humano, não apenas a interface do aplicativo. Fintechs que sobrevivem à nova fase de rentabilidade tendem a ser mais estáveis como parceiras de longo prazo. Se você já usa esse tipo de serviço na empresa, vale revisar periodicamente se a plataforma escolhida ainda atende às suas necessidades ou se virou apenas mais uma conta esquecida no celular. Contar com uma assessoria contábil para acompanhar essas mudanças ajuda a tomar decisões financeiras mais seguras nesse novo cenário.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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