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28/07/2026 08:30· 3 min de leitura· Reforma tributária
Atualizado há 1 hora

Simples Nacional: como preparar seus clientes para a decisão de setembro

Simples Nacional: como preparar seus clientes para a decisão de  setembro
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você é dono de empresa optante pelo Simples Nacional, prepare-se para uma decisão que vai muito além do preenchimento de guias: até 30 de setembro de 2026, será preciso optar entre permanecer no modelo integrado, como funciona hoje, ou migrar para o modelo híbrido, no qual CBS e IBS passam a ser recolhidos separadamente do DAS. Essa escolha, que parece técnica, tem efeito direto no caixa, na relação com fornecedores e clientes e na competitividade do seu negócio.

Até agora, o Simples Nacional era sinônimo de simplicidade: uma guia única, alíquotas conhecidas e pouca dor de cabeça com cálculos complexos. Com a Reforma Tributária, esse cenário muda de figura. A opção entre o modelo integrado e o híbrido passa a envolver fatores que vão além da facilidade operacional, como geração de créditos tributários, dinâmica da cadeia de fornecimento e o comportamento da carga tributária durante o período de transição.

O que muda na prática

No modelo integrado, tudo continua concentrado no DAS, como sempre foi. Já no modelo híbrido, CBS e IBS saem do pacote único e passam a ser apurados e recolhidos separadamente. Essa mudança pode representar vantagem competitiva para empresas que vendem principalmente para outras empresas, já que o modelo híbrido tende a favorecer a geração de créditos tributários na cadeia. Para negócios voltados ao consumidor final, no entanto, o cálculo pode ser diferente, e a permanência no modelo integrado pode continuar sendo a opção mais vantajosa.

É exatamente por isso que a decisão não pode ser tomada de forma genérica ou baseada apenas em estimativas rápidas. Cada empresa tem um perfil de fornecedores, clientes e operações que influencia diretamente qual modelo traz mais benefício. Uma análise superficial, feita apenas com base em médias ou fórmulas simplificadas, corre o risco de indicar o caminho errado, com impacto direto na margem do negócio ao longo de 2026.

Quem é afetado e quais são os prazos

Todas as empresas optantes pelo Simples Nacional precisam passar por essa avaliação, mas o peso da decisão varia conforme o setor, o tipo de cliente predominante e a estrutura da cadeia de fornecimento. Empresas que vendem para outras pessoas jurídicas tendem a sentir mais os efeitos da geração de créditos de IBS e CBS, enquanto negócios de varejo e serviços ao consumidor final podem ter uma equação diferente.

Os prazos são regulatórios e não devem ser prorrogados, o que exige atenção redobrada. O primeiro marco é 1º de agosto, data até quando sistemas e ERPs precisam estar parametrizados para lidar com a nova estrutura tributária. O segundo, e mais decisivo, é 30 de setembro: prazo final para a opção pelo modelo híbrido. Quem não avaliar sua situação dentro dessa janela perde o direito de escolha para o ciclo de 2026 e permanece automaticamente no modelo padrão, o que pode não ser a melhor alternativa para o seu caso.

DataO que acontece
1º de agostoPrazo para parametrização de sistemas e ERPs às novas regras
30 de setembroPrazo final para optar pelo modelo híbrido de Simples Nacional

Como se preparar

O primeiro passo é não deixar essa decisão para a última semana de setembro. Como o prazo é curto e não se repete, o ideal é começar agora a levantar as informações fiscais da sua empresa: notas de compras, vendas e serviços, perfil de fornecedores e clientes, e o histórico de operações que mais pesam no seu faturamento. Quanto mais completo for esse retrato, mais segura será a comparação entre os dois modelos.

Converse com o seu contador o quanto antes e peça uma simulação que leve em conta a realidade específica do seu negócio, e não apenas números genéricos de mercado. A decisão entre o modelo integrado e o híbrido pode significar diferença real na sua carga tributária, na geração de créditos e na competitividade frente a concorrentes e parceiros comerciais. Antecipar essa análise é a forma mais segura de chegar a setembro com uma escolha bem fundamentada, e não de última hora.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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