CFC realiza módulo sobre regimes diferenciados da Reforma Tributária

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) deu mais um passo na capacitação de profissionais da área para as mudanças que estão vindo com a Reforma Tributária do Consumo. Nesta terça-feira (28), foi realizado o 10º módulo do curso que o conselho promove em parceria com a Receita Federal, desta vez com foco nos regimes diferenciados e específicos previstos na nova legislação. Se você é empresário ou gestor, esse é um tema que merece atenção, porque esses regimes podem definir alíquotas, formas de cobrança e obrigações diferentes das regras gerais, dependendo do setor em que sua empresa atua.
O encontro aconteceu de forma híbrida, com atividades presenciais no IBMEC de Belo Horizonte e transmissão ao vivo pelo canal oficial do CFC no YouTube, ampliando o acesso para contadores de todo o país. A iniciativa conta com apoio da Fenacon e é conduzida diretamente por especialistas da Receita Federal, o que garante informações de primeira mão sobre como a reforma será aplicada na prática.
O que foi discutido
O módulo sobre regimes diferenciados e específicos reuniu auditores-fiscais que atuam diretamente nos projetos de implementação e regulamentação da reforma. Entre os participantes estavam Marcos Hübner Flores, gerente de Projeto de Implementação da Reforma Tributária do Consumo na Receita Federal, Roni Peterson, responsável pela regulamentação da reforma, e Gustavo Salton, coordenador de Tributos sobre a Renda, Patrimônio e Operações Financeiras. Também estiveram presentes Anelise Kletemberg, Jose Fernando Huning e Claudia Elena Navarro, todos com atuação em áreas específicas da Receita ligadas ao tema.
Na prática, os regimes diferenciados e específicos são tratamentos tributários distintos que a reforma prevê para determinados setores ou tipos de operação. Entender essas regras com antecedência ajuda sua empresa a se planejar melhor, evitando surpresas na hora de calcular impostos ou de adaptar sistemas e processos internos quando as novas normas entrarem em vigor de fato.
Quem é afetado
Embora o curso seja voltado principalmente a profissionais da contabilidade, o conteúdo discutido tem reflexo direto nas empresas atendidas por esses profissionais. Se o seu negócio atua em setores que costumam ter tratamento tributário diferenciado, como pode ser o caso de segmentos ligados a saúde, serviços financeiros, imóveis, agronegócio ou áreas com benefícios regionais, é importante que seu contador esteja atualizado sobre essas regras específicas que ainda estão sendo detalhadas pelo governo.
Prazos e próximos passos
O curso completo tem 18 módulos, com encontros semanais até 22 de setembro. Depois do módulo sobre regimes diferenciados, a programação segue abordando temas cada vez mais específicos, que podem impactar diretamente setores variados da economia. Confira o que ainda vem pela frente:
| Módulo | Tema | Data |
|---|---|---|
| 11 | Planos de Assistência à Saúde e Concursos de Prognósticos | 4 de agosto |
| 12 | Serviços Financeiros | 11 de agosto |
| 13 | Bens Imóveis | 18 de agosto |
| 14 | Agronegócio e cooperativismo agrícola | 25 de agosto |
| 15 | Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio | 1º de setembro |
| 16 | Combustíveis e Energia Elétrica | 8 de setembro |
| 17 | Imposto Seletivo | 15 de setembro |
| 18 | Temas complementares e aplicação prática (casos especiais) | 22 de setembro |
Vale destacar que os contadores que participam do curso podem obter pontuação no Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) do CFC, o que reforça o caráter técnico e a seriedade da capacitação. Após cada módulo, os participantes recebem certificado de conclusão, documento que comprova a atualização profissional diante de um tema que ainda vai gerar muitas dúvidas nos próximos meses.
Para você, empresário, o recado é simples: fique de olho em como seu contador está se preparando para a reforma. Iniciativas como essa mostram que o processo de adaptação já está em andamento e que buscar orientação atualizada, especialmente sobre regimes que podem se aplicar ao seu setor, é a melhor forma de evitar retrabalho e riscos fiscais quando as novas regras passarem a valer de forma definitiva.
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