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Santander Brasil: lucro cai, juros altos pesam e banco busca rentabilidade

28/10/2026 14:363 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de BPO Financeiro, atualizado a cada mudança de norma.

O Santander Brasil divulgou resultados do terceiro trimestre com queda expressiva no lucro e reforçou que o cenário de juros altos no país segue sendo um obstáculo, especialmente para quem depende de crédito para tocar o negócio. Se você é dono de pequena ou média empresa, ou atua no agronegócio, essa notícia merece atenção: ela confirma que o crédito deve continuar caro e seletivo nos próximos meses.

O lucro líquido recorrente do banco somou R$ 2,89 bilhões no período, uma queda de 28% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado. O retorno sobre o patrimônio também recuou, indicando que o banco está ganhando menos em relação ao capital que tem investido. Diante disso, as ações do banco caíram na Bolsa no mesmo dia da divulgação, em um movimento mais forte que o do mercado em geral.

O que está por trás da queda no lucro

Segundo os executivos do banco, parte da piora veio de problemas pontuais com alguns clientes do segmento corporativo (empresas de grande porte), que exigiram que o banco reservasse mais dinheiro para cobrir possíveis perdas. Fora esses casos específicos, a avaliação é de que a inadimplência está estável, ou seja, não houve uma deterioração generalizada na capacidade de pagamento dos clientes.

Ainda assim, o banco destacou uma preocupação que afeta diretamente quem está no comando de uma empresa: os juros altos continuam sendo um risco real para pequenas e médias empresas e para o agronegócio nos próximos trimestres. O próprio presidente do banco afirmou que existe urgência em reduzir as taxas de juros para evitar que negócios travem financeiramente por falta de fôlego para pagar suas dívidas.

Resultado do trimestre em números
R$ 2,89 bilucro líquido recorrentequeda de 28% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
11,9%retorno sobre patrimônio (ROAE)recuo de 5,6 pontos percentuais em um ano.
R$ 500 miimpacto de casos pontuaisprovisões extras ligadas a clientes corporativos específicos.

O que isso significa para o seu negócio

Para empresários, o recado prático é que o crédito bancário deve continuar sendo concedido com mais critério e custo elevado, principalmente para quem está em setores considerados de maior risco no momento, como PMEs e agronegócio. O próprio banco afirmou estar priorizando clientes de "melhor qualidade", o que, na prática, significa análises mais rigorosas na hora de aprovar empréstimos e financiamentos.

Outro ponto importante é que o banco sinalizou que esse processo de redução de risco na carteira deve continuar pressionando os chamados spreads (a diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e o que cobra para emprestar) no curto prazo. Isso ocorre porque o banco está mirando mais clientes de alta renda, segmento em que a margem é menor, o que pode significar menos disposição dos bancos em geral para emprestar a taxas mais baixas enquanto esse ajuste não se completa.

Apesar do cenário difícil hoje, há um sinal de otimismo mais à frente: os próprios executivos do banco disseram esperar crescimento da receita com juros em 2027, o que indica uma expectativa de melhora gradual nas condições de crédito nos próximos anos, ainda que não no curto prazo.

Como se preparar

Diante desse cenário, vale reforçar o planejamento financeiro da sua empresa antes de buscar crédito: organize as contas, tenha garantias e histórico financeiro em dia, e avalie com cuidado o custo real de qualquer financiamento antes de assumir compromissos. Se sua empresa está no agronegócio ou é uma PME, essa cautela é ainda mais importante, já que foram os segmentos citados como mais sensíveis aos juros altos nos próximos trimestres. Buscar orientação contábil para simular o impacto de diferentes cenários de juros no fluxo de caixa pode ajudar a evitar surpresas e tomar decisões mais seguras daqui para frente.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.