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Receita Federal apreende cocaína em contêiner de frango em Paranaguá

13/08/2026 06:232 min de leituraAtualizado há 22 dias

Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Receita Federal apreendeu, em um terminal privado no porto de Paranaguá, litoral do Paraná, 30 tabletes de cocaína que juntos somavam 36,5 quilos. A ação ocorreu na manhã de terça-feira, dia 11 de agosto, e mostra como o comércio exterior brasileiro continua sendo alvo de tentativas de uso de cargas lícitas para disfarçar o tráfico internacional de drogas.

A droga estava escondida no condensador de um contêiner refrigerado que transportava frango congelado, uma carga totalmente legal e comum nas exportações do agronegócio brasileiro. O destino final era o porto de Antuérpia, na Bélgica, um dos principais portos europeus e rota frequente de produtos brasileiros.

Como a droga foi encontrada

A descoberta contou com o uso de scanner de raios-X e o apoio do cão de faro Falcon, treinado para identificar entorpecentes mesmo em compartimentos de difícil acesso, como o condensador de um contêiner refrigerado. Essa combinação de tecnologia e faro canino é uma das principais estratégias da Receita Federal para driblar tentativas cada vez mais sofisticadas de ocultação de drogas em cargas de exportação.

Depois de localizada e retirada, a droga foi entregue à polícia judiciária responsável para dar sequência às investigações sobre a origem e o destino da carga.

O que isso significa para quem exporta

Casos como esse reforçam um ponto importante para empresas exportadoras, especialmente do setor de proteína animal e de cargas refrigeradas: contêineres podem ser usados por organizações criminosas sem que o exportador tenha qualquer envolvimento ou conhecimento do fato. Ainda assim, a empresa embarcadora pode enfrentar transtornos operacionais, como retenção de carga, atrasos na entrega e até questionamentos por parte de autoridades no país de destino.

Para reduzir esse tipo de risco, é recomendável reforçar o controle de acesso aos contêineres antes do embarque, verificar lacres e inspecionar visualmente pontos vulneráveis, como condensadores e outras áreas de difícil visualização. Empresas que atuam com cargas refrigeradas para portos europeus, rota que costuma ser bastante utilizada para esse tipo de ocultação, merecem atenção redobrada nesse processo.

Manter comunicação próxima com despachantes aduaneiros e operadores logísticos também ajuda a identificar eventuais inconsistências antes do embarque, evitando que a carga da empresa se torne, sem intenção, parte de uma investigação criminal.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.