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Quem é o novo CEO do Ferretti Group, dono de marcas como Riva e Pershing

16/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 18 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Você provavelmente nunca imaginou que alguém pudesse assumir o comando de uma gigante do setor de luxo sem sequer conhecer a empresa antes. Foi exatamente isso que aconteceu com Stassi Anastassov, ex-CEO da Duracell, que há menos de três meses se tornou o novo CEO do Ferretti Group, dona de marcas de iates como Riva, Pershing, Itama, Wally, Custom Line, Ferretti e CRN. Ele mesmo admite: até pouco tempo, não fazia ideia de que o grupo existia.

A nomeação veio depois de uma disputa interna no conselho da empresa pelo controle da liderança. Anastassov não tinha experiência prática com iates, mas trazia na bagagem cerca de dez anos atuando em banco de investimento e private equity, período em que prestou consultoria a diversas empresas, tanto na parte financeira quanto na gestão e recuperação de negócios.

Como um executivo sem experiência no setor chegou ao cargo

Segundo ele, o convite não partiu de uma busca por emprego. Foi chamado inicialmente para atuar como consultor do grupo e, ao longo do processo, o próprio conselho propôs que ele assumisse a presidência da empresa. A decisão, segundo Anastassov, veio de uma identificação pessoal com o tipo de negócio: paixão por marcas, por portfólios diversos e, principalmente, por modelos de negócio bem estruturados.

Esse é um ponto que vale a reflexão para qualquer gestor: às vezes, a experiência técnica direta no setor pesa menos do que a capacidade de entender e operar um modelo de negócio complexo. Foi essa lógica que, segundo o próprio executivo, guiou sua decisão de aceitar o desafio.

O plano para as marcas do grupo

Um dos pontos centrais da estratégia de Anastassov é preservar a identidade histórica de cada marca do grupo, evitando misturar características entre elas. Ele cita a Riva como exemplo de potencial de crescimento: a marca hoje gera cerca de € 400 milhões por ano, mas, na visão do CEO, poderia se tornar uma marca de € 1 bilhão por ano, seja com mais modelos de embarcações, seja expandindo para outros produtos de luxo.

A aposta na marca Riva
€ 400 milhõesfaturamento atualreceita anual gerada hoje pela marca Riva.
€ 1 bilhãometa de longo prazopotencial que o CEO enxerga para a marca sozinha.

Para o restante do portfólio, a estratégia declarada não é fazer mudanças radicais, mas sim melhorar a execução e a consistência daquilo que já funciona. Anastassov reconhece que essa resposta pode soar pouco chamativa, mas defende que a capacidade de executar bem uma estratégia já definida é o que realmente diferencia negócios de sucesso, independentemente do setor.

Ele também demonstrou cautela ao falar sobre o futuro: diz estar aberto a oportunidades de aumento de receita, mas também atento aos riscos, destacando que todo negócio precisa equilibrar suas capacidades operacionais com a complexidade das decisões que pretende tomar. É um raciocínio que serve de lição para qualquer empresário: crescer é importante, mas sem perder a capacidade de sustentar esse crescimento na prática.

Em carta enviada aos funcionários antes das férias de verão, Anastassov declarou a ambição de construir a maior empresa de iates de luxo do mundo, comparando o momento a marcos de outras indústrias, como a transformação da qualidade promovida pela Toyota ou a forma como Steve Jobs simplificou a tecnologia. Resta saber se essa ambição vai se traduzir em resultados concretos, algo que só os próximos meses, incluindo os salões náuticos de outono no hemisfério norte, poderão mostrar.

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