Quem é Greg Brockman, bilionário da OpenAI mais rico que Sam Altman
17/09/2026 05:064 min de leituraAtualizado há 5 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.
Um nome novo chamou atenção na mais recente lista Forbes 400, que reúne as pessoas mais ricas dos Estados Unidos: Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI. Sua fortuna foi estimada em US$ 25,5 bilhões, valor que o coloca na 45ª posição entre os americanos mais ricos e, curiosamente, muito acima da riqueza estimada de Sam Altman, CEO da empresa e rosto mais conhecido do boom da inteligência artificial.
Embora o caso envolva bilhões de dólares e um dos nomes mais comentados da tecnologia mundial, ele também serve como um retrato de como participações societárias, decisões estratégicas de longo prazo e a valorização de uma empresa podem transformar radicalmente o patrimônio de um sócio, mesmo que ele não seja o mais visível publicamente. Para empresários e gestores, a história de Brockman é um lembrete prático: quem detém participação acionária real em um negócio que se valoriza tende a acumular riqueza de forma muito mais expressiva do que quem ocupa cargos de destaque sem essa fatia.
O que explica a fortuna de Brockman
Diferentemente de Altman, que não possui participação acionária direta na OpenAI e tem patrimônio estimado em US$ 3,3 bilhões, Brockman detém uma fatia da empresa avaliada, segundo depoimentos dele mesmo em um processo judicial, entre US$ 20 bilhões e quase US$ 30 bilhões. Essa participação, de pouco menos de 3% da OpenAI, é o principal motivo de sua fortuna ter disparado, já que a avaliação de mercado da empresa praticamente triplicou no último ano, chegando a US$ 852 bilhões, com receita de US$ 40 bilhões.
Brockman também mantém uma participação na Stripe, empresa de pagamentos onde foi funcionário e diretor de tecnologia antes de ajudar a fundar a OpenAI. Essa fatia, hoje avaliada em US$ 471 milhões, mostra como decisões de carreira tomadas anos antes, incluindo aceitar remuneração em participação societária em vez de apenas salário, podem gerar retornos expressivos quando a empresa cresce.
Vale destacar que a fortuna de Brockman só se tornou pública em detalhes por conta de um processo judicial movido por Elon Musk, outro cofundador da OpenAI, que alegava ter sido convencido a financiar a organização quando ela ainda era sem fins lucrativos e depois se sentiu traído pela transformação em empresa com fins lucrativos. O júri rejeitou a ação em maio, entendendo que Musk demorou demais para processar a empresa, mas o processo revelou números que normalmente ficariam restritos aos bastidores.
Uma empresa em transformação acelerada
A trajetória de Brockman também chama atenção porque ele é um dos poucos cofundadores que ainda permanecem na OpenAI. Dos 11 fundadores originais, apenas ele, Altman e Wojciech Zaremba continuam na empresa. Nos últimos meses, a companhia perdeu vários executivos de alto escalão, incluindo responsáveis por áreas de produto, marketing e receita, em saídas que ocorreram por diferentes motivos, mas que reforçam um período de instabilidade na liderança, mesmo com o crescimento acelerado do negócio.
Esse cenário importa para qualquer gestor que acompanha o setor de tecnologia: mostra que crescimento financeiro extraordinário e turbulência interna podem acontecer ao mesmo tempo. A OpenAI entrou de forma confidencial com um pedido de abertura de capital em junho, um IPO amplamente aguardado pelo mercado, mas ao mesmo tempo enfrenta questões sobre segurança da tecnologia que desenvolve, o que levou a empresa a pedir ao Congresso americano a criação de regras de segurança para empresas de inteligência artificial.
O que fica de lição
Para quem administra um negócio, o caso de Brockman ilustra um ponto importante sobre estrutura societária: ter participação real em um empreendimento, e não apenas um cargo de destaque, é o que costuma gerar riqueza de longo prazo quando o negócio se valoriza. Também mostra como decisões tomadas anos antes, como trocar estabilidade por uma aposta em um projeto ainda incerto, podem se transformar em resultados expressivos, mas apenas quando a execução e o timing se alinham. Fica também o lembrete de que crescimento rápido costuma vir acompanhado de riscos e cobranças, seja sobre governança, seja sobre o uso responsável da tecnologia que a empresa desenvolve.
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