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Carlos Alberto Sicupira: quem é o bilionário da 3G Capital e da AB InBev

17/09/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 5 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Você provavelmente já ouviu falar da Ambev, da Kraft Heinz ou do Burger King, mas talvez não conheça a história de um dos empresários por trás desse império. Carlos Alberto da Veiga Sicupira, sócio de Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles na 3G Capital, ocupa hoje a 9ª posição na Lista Forbes Bilionários Brasileiros 2026, com patrimônio estimado em R$ 35,4 bilhões. Entender sua trajetória ajuda a compreender como decisões estratégicas de longo prazo, tomadas ainda no mercado financeiro, moldaram alguns dos maiores negócios de consumo do mundo.

Carioca, formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sicupira tem 78 anos e viu seu patrimônio recuar em relação ao ano anterior, quando somava R$ 39,1 bilhões e o colocava na sexta posição do ranking. Mesmo com a queda, ele segue entre os dez maiores bilionários do país, o que mostra a solidez dos negócios em que está envolvido, mesmo em ciclos de menor valorização.

Do banco ao varejo: como começou a sociedade

A parceria entre Sicupira, Lemann e Telles nasceu no Banco Garantia, uma instituição financeira que, com o tempo, migrou o foco para a compra e gestão de empresas. Foi esse modelo de atuação, mais voltado à gestão operacional do que a investimentos passivos, que definiu o estilo do trio nas décadas seguintes. Para quem lidera uma empresa, esse detalhe importa: a tríade construiu sua fortuna não apenas investindo, mas assumindo o comando direto dos negócios adquiridos.

O primeiro grande capítulo dessa trajetória foi o varejo. Em 1982, Sicupira assumiu o comando das Lojas Americanas, companhia à qual seu nome ficou associado por muitos anos. Mas foi no setor de bebidas que a sociedade ganhou escala internacional. Em 1989, o grupo comprou o controle da Brahma, e uma década depois a cervejaria se uniu à Antarctica, dando origem à Ambev.

A expansão internacional e a formação da maior cervejaria do mundo

A partir daí, os negócios cruzaram fronteiras. Em 2004, a Ambev se uniu à belga Interbrew, formando a InBev. Quatro anos depois, a companhia comprou a americana Anheuser-Busch, dona da Budweiser, criando a AB InBev, hoje a maior cervejaria do mundo. Esse movimento ilustra bem como uma sociedade nascida no mercado financeiro brasileiro chegou a controlar uma das maiores marcas de consumo do planeta.

Trajetória em números
R$ 35,4 bipatrimônio estimado em 2026Sicupira ocupa a 9ª posição no ranking de bilionários brasileiros.
US$ 9,4 bivalor da compra da SkechersNegócio marcou a volta da 3G Capital a grandes aquisições em 2025.
78 anosidade do empresárioFormado em Administração de Empresas pela UFRJ.

A atuação do trio também se estendeu para além das bebidas, por meio da gestora 3G Capital, que passou a investir em empresas de consumo e alimentação nos Estados Unidos. Entre os negócios mais conhecidos estão a Kraft Heinz e a Restaurant Brands International, dona de redes como Burger King e Tim Hortons. Para você que acompanha o mercado, vale notar como a estratégia sempre priorizou marcas de grande alcance popular, com potencial de gestão eficiente e ganhos de escala.

Nos últimos anos, porém, a 3G passou por um período com menos movimentações relevantes. Depois de vender sua participação na Kraft Heinz, a gestora ficou sem anunciar grandes aquisições até 2025, quando voltou ao mercado com uma novidade: a compra da fabricante americana de calçados Skechers, por cerca de US$ 9,4 bilhões. É um sinal de que o grupo está disposto a explorar setores diferentes daqueles em que historicamente concentrou seus investimentos.

No campo pessoal, Sicupira é pai de três filhas: Cecília, Helena e Heloísa. Cecília, formada em Administração de Empresas pela American University, nos Estados Unidos, é a que mantém maior envolvimento nos negócios da família. Helena, formada na PUC-Rio, seguiu carreira no mercado de moda com a marca Etoiles. Já Heloísa mantém um perfil mais reservado, sem informações públicas sobre sua atuação profissional ou formação.

A história de Sicupira mostra como parcerias de longo prazo, disciplina na gestão e disposição para atravessar fronteiras e setores podem sustentar negócios bilionários por décadas. Para gestores e empresários, fica a lição de que consistência estratégica, mesmo diante de oscilações de mercado, costuma pesar mais do que resultados de curto prazo.

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