Por que parar de esperar em silêncio pode mudar sua carreira, segundo executiva global
05/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 30 dias
Vale para: Simples Nacional
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Um estudo de caso vindo de dentro de uma multinacional pode parecer distante da rotina de uma pequena ou média empresa brasileira, mas a trajetória da executiva Lauren Flanigan, líder global de marcas da Mondelez, traz lições que valem para qualquer gestor. Em entrevista à Forbes Brasil, ela conta como abandonou a postura de "cabeça baixa e espera pelos resultados" e passou a comunicar de forma ativa suas conquistas e as de sua equipe. O resultado, segundo ela, foi decisivo para sua ascensão profissional e pode inspirar donos de negócio a repensar como comunicam valor, tanto internamente quanto para clientes e parceiros.
Da humildade silenciosa à comunicação de resultados
Flanigan relata que, no início da carreira, acreditava que bons resultados falariam por si só. Com o tempo, percebeu que essa postura limitava seu crescimento e passou a adotar um princípio simples: divulgar suas vitórias para a liderança e, ao mesmo tempo, dar crédito explícito a quem contribuiu com o trabalho. Para um empresário, a lição prática é clara: não basta entregar um bom produto ou serviço, é preciso comunicar de forma clara os resultados obtidos, seja para investidores, clientes ou para a própria equipe. Muitas empresas perdem oportunidades de crescimento simplesmente por não saberem "vender" o valor que já entregam no dia a dia.
Essa mesma lógica se aplica à gestão de pessoas dentro do negócio. Se você lidera uma equipe, vale observar se colaboradores estão deixando de comunicar conquistas por acreditarem que "o trabalho fala por si". Criar espaços regulares para que times relatem resultados, ainda que informalmente, pode evitar que boas iniciativas passem despercebidas e ajudar na retenção de talentos que se sentem reconhecidos.
Identificar oportunidades antes que elas apareçam
Um dos pontos mais concretos da trajetória de Flanigan foi a criação, em 2017, de uma divisão de produtos sazonais dentro da Mondelez. Ela identificou um mercado que a empresa ainda não explorava, montou um plano de negócios e convenceu a liderança a investir na ideia. O resultado foi o lançamento de 13 produtos em nove meses, com uma fonte de receita que superou US$ 100 milhões em três anos.
| Iniciativa | Resultado |
|---|---|
| Divisão de produtos sazonais criada em 2017 | 13 produtos lançados em 9 meses |
| Receita gerada em 3 anos | Mais de US$ 100 milhões |
| Portfólio liderado atualmente | US$ 2,5 bilhões em mais de 20 mercados |
Para pequenas e médias empresas, o ensinamento é direto: não espere que o mercado traga a oportunidade pronta. Vale mapear lacunas no seu setor, testar hipóteses em escala reduzida e apresentar propostas concretas para sócios ou investidores, em vez de aguardar que a demanda surja sozinha. Essa postura proativa é o que costuma diferenciar negócios que crescem de forma consistente daqueles que ficam estagnados esperando o momento "ideal".
Mentoria e limites como parte da estratégia
Flanigan também destaca o papel da mentoria ativa dentro das organizações, indo além da simples representatividade. Segundo ela, elevar outras pessoas enquanto se cresce profissionalmente é parte essencial da liderança. Para empresários, isso reforça a importância de estruturar programas internos de desenvolvimento, ainda que simples, capazes de reter talentos e formar futuros gestores dentro do próprio negócio, reduzindo a dependência de contratações externas.
Por fim, a executiva menciona que, apesar da rotina intensa em múltiplos fusos horários, estabelece limites claros para proteger tempo pessoal e familiar. Esse cuidado com a própria rotina é um lembrete importante para gestores que tratam o esgotamento como parte inevitável do crescimento do negócio: proteger momentos pessoais também é uma forma de sustentar a produtividade no longo prazo.
No fim das contas, a trajetória de Flanigan mostra que crescimento profissional e empresarial não depende apenas de bons resultados, mas de saber comunicá-los, identificar oportunidades antes da concorrência e formar pessoas ao redor de si. São práticas que cabem tanto em uma multinacional quanto em uma empresa de pequeno porte que busca se destacar no seu mercado.
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