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Paraguai atrai grandes redes hoteleiras: o que isso significa para negócios

16/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você tem negócios que envolvem viagens, eventos ou parcerias comerciais com o Paraguai, vale ficar de olho num movimento que está acontecendo por lá: o mercado hoteleiro do país entrou numa fase de expansão puxada por grandes redes internacionais. Ao menos cinco marcas hoteleiras de peso avaliam ou já confirmaram entrada no país, e um dos projetos, ligado ao grupo Swissôtel, prevê investimento superior a US$ 200 milhões, o equivalente a mais de R$ 1 bilhão.

O que está mudando

Segundo a Associação de Indústrias Hoteleiras do Paraguai (Ahipy), a chegada dessas redes não é um movimento isolado, mas resultado de um trabalho conjunto entre setor público e privado para tornar o país mais visível a investidores internacionais. Entre os projetos já com avanços oficiais estão o grupo Minor Hotels, ligado ao desenvolvimento de Petra Imperiale, e o Wyndham Garden Costa del Paraná, na região de Hernandarias. A rede Meliá também fez uma prospecção oficial no país neste ano, embora ainda sem data definida para avançar. Além dessas, outras duas marcas avaliam entrar no mercado paraguaio, mas ainda sem anúncios formais.

Na prática, isso significa mais opções de hospedagem com padrão internacional, especialmente voltadas para o público corporativo, executivo e de eventos, segmentos que tendem a crescer no país nos próximos anos.

Por que isso interessa a quem faz negócios na região

O Paraguai fechou o primeiro semestre de 2026 com ocupação hoteleira de 61% em nível nacional e 64% em Assunção, com diária média de US$ 95,60 (cerca de R$ 487,56). O turismo receptivo também cresceu: as chegadas internacionais aumentaram 46% no primeiro trimestre do ano. Outro dado relevante é que o país entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking da ICCA, referência mundial para turismo de reuniões e eventos, terminando 2025 na sexta colocação. Para quem organiza ou participa de feiras, congressos e reuniões de negócios na região, esse avanço sinaliza uma estrutura cada vez mais preparada para receber eventos corporativos de maior porte.

O mercado hoteleiro paraguaio em números
61%ocupação nacionalno primeiro semestre de 2026, com 64% em Assunção.
R$ 1,02 biinvestimento do Swissôtelvalor previsto, ainda sujeito a confirmação.
46%crescimento no turismo receptivochegadas internacionais no 1º trimestre de 2026.

Apesar de estar entre as seis capitais sul-americanas com maior frequência nesse segmento de turismo corporativo, Assunção segue sendo a opção mais barata do grupo. A expectativa da Ahipy é que a chegada de marcas internacionais mais reconhecidas ajude a elevar gradualmente a diária média do mercado, aproximando o Paraguai de outras capitais da região. Para empresas que hoje usam o país como destino de custo mais baixo, isso pode significar, no médio prazo, uma mudança de patamar de preços, mas também mais qualidade e variedade de serviços.

Os investimentos não se concentram apenas na capital. Segundo a Ahipy, há projetos e prospecções em outras regiões, como Alto Paraná e Itapúa, polos que concentram atividade empresarial e turística. Isso amplia as possibilidades para empresas brasileiras que fazem negócios em áreas de fronteira ou que buscam expandir operações no interior do país vizinho.

O que sustenta esse movimento

Parte da atratividade do Paraguai está ligada ao ambiente de investimentos: o país alcançou o segundo grau de investimento e mantém programas de incentivo a projetos turísticos, como o Investor Pass e mecanismos voltados a investimentos acima de US$ 15 milhões (cerca de R$ 76,5 milhões), que oferecem benefícios fiscais, carência e redução de encargos tributários. Essa combinação de estabilidade macroeconômica, incentivos fiscais e demanda crescente é o que, segundo o setor, pode sustentar uma nova onda de investimentos hoteleiros.

O desafio agora, na avaliação da própria Ahipy, é transformar esse interesse declarado em projetos concretos e manter o crescimento da demanda ao longo do tempo. Para empresários e gestores brasileiros com interesse na região, o recado prático é: o Paraguai está se posicionando de forma mais competitiva para turismo corporativo e eventos, o que pode abrir espaço tanto para parcerias comerciais quanto para uma logística mais eficiente de viagens de negócios no país nos próximos anos.

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