Pular para o conteúdo
Quero ser cliente
Voltar
22/07/2026 15:56· 4 min de leitura· Curiosidades
Atualizado há 2 horas

Os Passaportes Mais Poderosos do Mundo em 2026

Os Passaportes Mais Poderosos do Mundo em 2026
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O passaporte brasileiro nunca esteve tão forte. Segundo o Henley Passport Index, ranking que existe há 20 anos e mede o poder de circulação internacional de cada país, o Brasil ocupa hoje a 16ª posição global, empatado com a Argentina, com acesso sem necessidade de visto prévio a 169 destinos ao redor do mundo. É a melhor colocação da história do país no levantamento, e isso tem consequências diretas para quem viaja a negócios, busca novos mercados ou pensa em internacionalizar a empresa.

Esse avanço não é acidental. Ele reflete uma combinação de acordos internacionais consolidados ao longo dos anos, com destaque para o Mercosul, que permite aos brasileiros circular entre os países membros da América do Sul apenas com um documento de identidade, sem passaporte ou visto. Some-se a isso o acordo com o Espaço Schengen, bloco de 27 países europeus com fronteiras internas abertas, que permite entrar sem visto, desde que a estadia não ultrapasse 90 dias.

O que mudou recentemente

No início deste ano, o governo brasileiro ampliou os acordos de facilitação de entrada, o que ajudou a puxar o país para cima no ranking. Passaram a valer isenções de visto envolvendo Irlanda, Dinamarca, Hungria, Jamaica, Santa Lúcia e Bahamas. Em maio, entrou em vigor também a isenção recíproca de vistos com a China, válida para estadias de até 30 dias. Na prática, isso amplia o leque de destinos que um empresário brasileiro pode visitar sem burocracia prévia, seja para reuniões, feiras internacionais, prospecção de fornecedores ou negociação com clientes.

Vale lembrar que o índice considera tanto países que dispensam visto completamente quanto aqueles que emitem o visto na chegada. Ou seja, mesmo quando ainda existe alguma formalidade, o processo costuma ser mais rápido e menos custoso do que solicitar visto com antecedência em um consulado.

Por que isso importa para o seu negócio

Se a sua empresa depende de viagens internacionais, seja para importação, exportação, participação em eventos do setor ou expansão de operações, cada destino que deixa de exigir visto representa economia de tempo e dinheiro. Menos burocracia de viagem significa agilidade para fechar negócios, reagir a oportunidades de última hora e reduzir custos com consultorias de visto. Para empresários que atuam com comércio exterior, a facilidade de acesso à China, por exemplo, pode ser especialmente relevante diante do peso do país como parceiro comercial do Brasil.

O ranking também serve como termômetro de como o país é visto internacionalmente em termos de confiança e reciprocidade diplomática. Quanto mais acordos de livre circulação um país acumula, mais evidente fica sua abertura ao comércio e ao trânsito de pessoas, o que tende a facilitar também negociações comerciais e parcerias internacionais.

Do outro lado do ranking, o passaporte dos Estados Unidos mostra uma trajetória inversa. Em 2006, os norte-americanos dividiam a liderança global com acesso a 130 destinos sem visto, enquanto o Brasil ocupava a 20ª posição. Duas décadas depois, os EUA caíram para a 10ª colocação, com 180 destinos, superados por 36 países. Parte disso se explica pela falta de reciprocidade: os Estados Unidos permitem entrada sem visto a apenas 46 nacionalidades, o que os coloca na 73ª posição em outro indicador do mesmo estudo, o Henley Openness Index, quase empatados com Uganda.

PosiçãoPaís(es)Destinos sem visto
Singapura192
Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos188
10ºEstados Unidos, Islândia180
16ºBrasil, Argentina169

Como aproveitar essa vantagem

Para quem gerencia uma empresa com atuação ou pretensão internacional, o momento é favorável para revisar planos de expansão, participação em feiras no exterior e visitas a fornecedores ou clientes em países que passaram a integrar a lista de isenção de visto. Vale também mapear quais mercados ficaram mais acessíveis e considerar isso no planejamento de viagens corporativas do próximo ano, evitando gastos desnecessários com processos de visto que já não são mais obrigatórios.

Na prática, o fortalecimento do passaporte brasileiro é mais um indicador de que o país vem ampliando sua rede de relações internacionais, o que pode facilitar desde uma simples viagem de negócios até estratégias mais amplas de internacionalização. Fique atento a novos acordos que possam surgir, já que o cenário é dinâmico e cada nova isenção de visto pode abrir portas concretas para o crescimento da sua empresa fora do Brasil.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

Leia também