Os Passaportes Mais Poderosos do Mundo em 2026

O passaporte brasileiro nunca esteve tão forte. Segundo o Henley Passport Index, ranking que existe há 20 anos e mede o poder de circulação internacional de cada país, o Brasil ocupa hoje a 16ª posição global, empatado com a Argentina, com acesso sem necessidade de visto prévio a 169 destinos ao redor do mundo. É a melhor colocação da história do país no levantamento, e isso tem consequências diretas para quem viaja a negócios, busca novos mercados ou pensa em internacionalizar a empresa.
Esse avanço não é acidental. Ele reflete uma combinação de acordos internacionais consolidados ao longo dos anos, com destaque para o Mercosul, que permite aos brasileiros circular entre os países membros da América do Sul apenas com um documento de identidade, sem passaporte ou visto. Some-se a isso o acordo com o Espaço Schengen, bloco de 27 países europeus com fronteiras internas abertas, que permite entrar sem visto, desde que a estadia não ultrapasse 90 dias.
O que mudou recentemente
No início deste ano, o governo brasileiro ampliou os acordos de facilitação de entrada, o que ajudou a puxar o país para cima no ranking. Passaram a valer isenções de visto envolvendo Irlanda, Dinamarca, Hungria, Jamaica, Santa Lúcia e Bahamas. Em maio, entrou em vigor também a isenção recíproca de vistos com a China, válida para estadias de até 30 dias. Na prática, isso amplia o leque de destinos que um empresário brasileiro pode visitar sem burocracia prévia, seja para reuniões, feiras internacionais, prospecção de fornecedores ou negociação com clientes.
Vale lembrar que o índice considera tanto países que dispensam visto completamente quanto aqueles que emitem o visto na chegada. Ou seja, mesmo quando ainda existe alguma formalidade, o processo costuma ser mais rápido e menos custoso do que solicitar visto com antecedência em um consulado.
Por que isso importa para o seu negócio
Se a sua empresa depende de viagens internacionais, seja para importação, exportação, participação em eventos do setor ou expansão de operações, cada destino que deixa de exigir visto representa economia de tempo e dinheiro. Menos burocracia de viagem significa agilidade para fechar negócios, reagir a oportunidades de última hora e reduzir custos com consultorias de visto. Para empresários que atuam com comércio exterior, a facilidade de acesso à China, por exemplo, pode ser especialmente relevante diante do peso do país como parceiro comercial do Brasil.
O ranking também serve como termômetro de como o país é visto internacionalmente em termos de confiança e reciprocidade diplomática. Quanto mais acordos de livre circulação um país acumula, mais evidente fica sua abertura ao comércio e ao trânsito de pessoas, o que tende a facilitar também negociações comerciais e parcerias internacionais.
Do outro lado do ranking, o passaporte dos Estados Unidos mostra uma trajetória inversa. Em 2006, os norte-americanos dividiam a liderança global com acesso a 130 destinos sem visto, enquanto o Brasil ocupava a 20ª posição. Duas décadas depois, os EUA caíram para a 10ª colocação, com 180 destinos, superados por 36 países. Parte disso se explica pela falta de reciprocidade: os Estados Unidos permitem entrada sem visto a apenas 46 nacionalidades, o que os coloca na 73ª posição em outro indicador do mesmo estudo, o Henley Openness Index, quase empatados com Uganda.
| Posição | País(es) | Destinos sem visto |
|---|---|---|
| 1º | Singapura | 192 |
| 2º | Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos | 188 |
| 10º | Estados Unidos, Islândia | 180 |
| 16º | Brasil, Argentina | 169 |
Como aproveitar essa vantagem
Para quem gerencia uma empresa com atuação ou pretensão internacional, o momento é favorável para revisar planos de expansão, participação em feiras no exterior e visitas a fornecedores ou clientes em países que passaram a integrar a lista de isenção de visto. Vale também mapear quais mercados ficaram mais acessíveis e considerar isso no planejamento de viagens corporativas do próximo ano, evitando gastos desnecessários com processos de visto que já não são mais obrigatórios.
Na prática, o fortalecimento do passaporte brasileiro é mais um indicador de que o país vem ampliando sua rede de relações internacionais, o que pode facilitar desde uma simples viagem de negócios até estratégias mais amplas de internacionalização. Fique atento a novos acordos que possam surgir, já que o cenário é dinâmico e cada nova isenção de visto pode abrir portas concretas para o crescimento da sua empresa fora do Brasil.
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