Pular para o conteúdo
VoltarFiscal

Operação Snooker 2: entenda o esquema de fraude em importações no Ceará

26/08/2026 06:343 min de leituraAtualizado há 8 dias

Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se sua empresa atua com importação, vale prestar atenção a este caso: a Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou a Operação Snooker 2 nesta terça-feira (25/08), mirando uma organização criminosa suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza. A ação é um desdobramento de uma investigação que já havia gerado uma primeira fase, em setembro de 2025, e mostra que o grupo teria continuado agindo mesmo depois das primeiras medidas judiciais.

O que aconteceu

Por determinação da Justiça Federal, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em quatro cidades: Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, e Salvador, na Bahia. Além das prisões, a Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de imóveis, o bloqueio de um veículo de luxo e a quebra complementar de sigilo bancário dos investigados. Essas medidas patrimoniais têm o objetivo de garantir que o dinheiro e os bens obtidos de forma ilícita não sejam repassados ou escondidos enquanto o processo corre.

Segundo as investigações, o grupo tinha uma divisão organizada de funções e usava mecanismos sofisticados para fraudar operações de importação e movimentar recursos de forma a dificultar o rastreamento da origem e do destino do dinheiro. Um ponto que chama atenção: mesmo após a primeira fase da operação, o grupo teria se reorganizado, criando novas empresas para dar continuidade às movimentações financeiras suspeitas. Foi justamente esse padrão de reincidência que levou as autoridades a aprofundar a apuração e pedir novas medidas cautelares.

Quem pode ser afetado

As diligências também buscam reunir provas sobre a atuação de empresários e profissionais ligados ao setor de importação que operam no Aeroporto Internacional de Fortaleza. Isso significa que a investigação não se limita aos que já responderam a processos em fases anteriores: o objetivo é esclarecer toda a cadeia de movimentações financeiras usadas para ocultar recursos de origem ilícita, o que pode alcançar outros elos da operação comercial.

A operação em números
3mandados de prisão preventivacumpridos por determinação da Justiça Federal.
15mandados de busca e apreensãoexecutados em quatro cidades do Ceará e da Bahia.
4cidades alvoFortaleza, Caucaia, Eusébio e Salvador.

Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação. A atuação conjunta entre a Corregedoria da Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal já resultou, em fases anteriores, em ações penais contra diversos envolvidos, além da constrição de ativos financeiros e da apreensão de bens de valor elevado.

Para quem trabalha com comércio exterior, o caso serve como um alerta prático: operações de importação com estrutura societária pouco transparente, movimentações financeiras difíceis de explicar ou parcerias comerciais com empresas recém-criadas sem histórico consistente são justamente os pontos que costumam chamar atenção de investigações como essa. Manter a documentação de importação organizada, a contabilidade em dia e a origem dos recursos bem justificada é a melhor forma de se resguardar e evitar qualquer associação indevida com esquemas irregulares.

O reforço na fiscalização aduaneira em aeroportos como o de Fortaleza tende a continuar, especialmente porque as autoridades destacaram a preocupação em preservar a regularidade das operações de comércio exterior na região. Empresas que atuam nesse setor devem redobrar o cuidado com a conformidade fiscal e documental de suas importações, já que o ambiente de fiscalização segue mais rigoroso diante de casos como este.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.