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Operação contra celulares irregulares: o que empresários do setor devem saber

18/09/2026 06:343 min de leituraAtualizado há 57 minutos

Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se o seu negócio envolve venda de celulares, seja loja física, banca ou comércio de acessórios e aparelhos usados, é importante ficar atento: a Receita Federal está participando de uma nova fase de fiscalização voltada justamente para esse mercado. A ação, batizada de Operação Última Chamada, é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem caráter permanente, ou seja, não é um evento pontual, mas parte de um esforço contínuo de combate a irregularidades no setor.

Na prática, isso significa que estabelecimentos comerciais estão sendo visitados e checados por equipes de fiscalização, com atenção especial a aparelhos com origem irregular, produtos vinculados a crimes e mercadorias com pendências junto à Receita Federal, à Receita Estadual e ao Procon. Se você atua nesse ramo, vale entender o alcance da operação e os riscos envolvidos para o seu negócio.

O que muda

Nesta segunda fase, o foco está na fiscalização de estabelecimentos que vendem celulares de forma irregular. Isso inclui não apenas aparelhos ligados a roubo ou furto, mas também produtos que entraram no país sem passar pelos trâmites corretos de importação, como celulares não regularizados e dispositivos clandestinos, caso dos aparelhos de TV box usados para acessar canais fechados sem autorização.

A Receita Federal reforça que essa atuação faz parte de sua missão de combater a concorrência desleal. Ou seja, o alvo não é apenas quem comercializa produto roubado, mas também quem vende mercadoria importada irregularmente, prejudicando comerciantes que cumprem as regras e pagam corretamente seus tributos.

Quem é afetado

A operação está acontecendo em oito estados, com 67 servidores da Receita Federal atuando na fiscalização de 72 pontos de venda de celulares identificados como irregulares. Se o seu estabelecimento está em uma dessas localidades, a chance de receber uma visita de fiscalização aumenta, especialmente se houver histórico de irregularidades ou produtos sem documentação fiscal adequada.

Resultados da 1ª fase da operação
9.989celulares recuperadosem dez dias de ações, na edição de agosto.
396prisões em flagrantedurante o período de fiscalização.
601estabelecimentos fiscalizadosem todo o país na primeira edição.

Os números da primeira fase, realizada em agosto, dão a medida do alcance dessas operações: milhares de celulares recuperados, centenas de prisões e mais de meio milhar de estabelecimentos comerciais visitados. Além disso, mais de 51 mil notificações foram enviadas a pessoas encontradas com aparelhos identificados como objeto de crime. Esses dados mostram que a fiscalização não é simbólica, ela tem capacidade real de identificar e autuar quem opera fora da lei.

Como se preparar

Se você é comerciante do ramo de celulares, o caminho mais seguro é revisar a origem de todo o estoque, garantir que os aparelhos tenham documentação fiscal regular e evitar produtos sem procedência comprovada, como equipamentos importados sem passar pela fiscalização aduaneira ou dispositivos clandestinos de transmissão de sinal. Manter nota fiscal de compra, registro de fornecedores e regularidade junto à Receita Federal e ao Procon reduz consideravelmente o risco de autuações durante fiscalizações como essa.

Vale lembrar que a operação tem caráter permanente, o que indica que ações desse tipo devem se repetir. Por isso, adequar o negócio às exigências legais não é uma medida pontual para escapar de uma fiscalização específica, mas uma prática que deve fazer parte da rotina de quem trabalha nesse mercado, protegendo o comerciante de riscos fiscais e criminais e fortalecendo a concorrência saudável com quem já atua dentro da lei.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.