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Onde estão as vagas em 2026: setores que mais contratam no Brasil

07/09/2026 13:003 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Se você é empresário e está de olho na disputa por mão de obra qualificada, os números recentes do mercado de trabalho ajudam a entender onde a concorrência por profissionais está mais acirrada. Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil criou 972.203 postos formais de trabalho, e essa geração de vagas está concentrada em poucos setores: serviços, construção, indústria e agropecuária. Entender essa distribuição pode ajudar você a planejar contratações, negociar salários e antecipar dificuldades para preencher vagas na sua empresa.

Onde estão as vagas

O setor de serviços foi, de longe, o que mais contratou, com 591.519 novos postos no período. Dentro dele, o destaque ficou por conta das atividades ligadas a informação, comunicação, finanças, imóveis e serviços profissionais e administrativos, que sozinhas somaram 211.823 vagas. Na prática, isso significa que empresas que prestam serviços administrativos, de tecnologia, financeiros ou de consultoria seguem sendo as que mais abrem posições, o que também aumenta a disputa por profissionais qualificados nessas áreas.

A construção civil também chamou atenção, com 180.449 novos postos e crescimento de 6,12% no período. Um recorte importante: as obras de infraestrutura, sozinhas, responderam por 71.711 dessas vagas. Se o seu negócio depende de mão de obra da construção, seja como contratante direto ou como fornecedor do setor, vale ficar atento a esse aquecimento, que pode pressionar prazos e custos de contratação.

Vagas formais criadas em 2026 (jan a jul)
972.203postos formais no totalsoma de todos os setores no período.
591.519vagas em serviçosmaior volume entre os setores.
180.449vagas na construçãocrescimento de 6,12% no período.
R$ 2.419,23salário médio de admissãovalor registrado em julho de 2026.

Indústria e agropecuária completam o quadro, com 154.052 e 54.106 novos empregos, respectivamente. Ambos os setores mantiveram trajetória de crescimento ao longo do ano, o que reforça a ideia de que a geração de vagas não está restrita a um único ramo de atividade, mas espalhada por diferentes cadeias produtivas.

Quem está sendo contratado

O perfil de quem está conseguindo essas vagas também traz informações úteis para quem monta equipe. Em julho, os trabalhadores de até 24 anos tiveram saldo positivo de 89.425 postos, enquanto o grupo acima de 25 anos registrou saldo negativo de 30.857. Isso sugere que empresas têm buscado renovar seus quadros com profissionais mais jovens, algo que pode influenciar sua estratégia de recrutamento e os programas de treinamento interno.

A escolaridade também pesa: trabalhadores com ensino médio completo somaram saldo positivo de 50.675 vagas no mês, indicando que esse nível de formação segue sendo suficiente para boa parte das oportunidades abertas. Já o salário médio real de admissão chegou a R$ 2.419,23 em julho, com alta de 0,6% em relação ao mês anterior, um dado que serve de referência para quem está definindo faixas salariais para novas contratações.

O que isso significa para o seu negócio

Diante desse cenário, o principal desafio não é apenas abrir vagas, mas encontrar profissionais com o perfil certo para preenchê-las. Setores em expansão, como serviços administrativos, infraestrutura e produção industrial, tendem a competir entre si pelos mesmos candidatos, o que pode elevar custos de contratação e alongar o tempo de preenchimento de vagas.

Para o seu negócio, vale a pena mapear com antecedência as funções que você vai precisar preencher nos próximos meses e considerar investimentos em qualificação da equipe já existente, especialmente se sua empresa atua em serviços, construção ou indústria. Acompanhar os salários médios praticados no mercado também ajuda a manter sua proposta competitiva sem comprometer o orçamento, evitando tanto a perda de talentos para concorrentes quanto gastos desnecessários com contratações mal planejadas.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.