Pular para o conteúdo
VoltarCuriosidades

Mulheres CEO em 2026: o que os dados mostram para empresas no Brasil

22/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 4 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A liderança de empresas ao redor do mundo está passando por uma mudança visível: no primeiro semestre de 2026, mulheres ocuparam 16% das novas posições de CEO em companhias de capital aberto, o maior número já registrado em nove anos de acompanhamento. É quase o dobro do índice do mesmo período do ano anterior. Para quem administra um negócio no Brasil, esse dado não é só uma curiosidade internacional: ele indica uma tendência de mercado que já começa a pressionar empresas e investidores a repensar critérios de sucessão e formação de lideranças.

O que os números mostram

O avanço, porém, não é uniforme. Ele foi puxado principalmente por mercados com políticas de diversidade mais maduras, como Europa continental e Austrália, onde mulheres representaram quase a metade das novas nomeações de CEO. Já nos Estados Unidos, o percentual foi bem menor, e no Reino Unido houve até queda em relação ao ano anterior. Isso mostra que o resultado positivo depende de decisões e investimentos tomados anos antes, e não de uma mudança repentina de comportamento do mercado.

No Brasil, o cenário é mais desafiador. Levantamento citado na matéria aponta que apenas 5,2% dos cargos de CEO no país são ocupados por mulheres, um número bem abaixo da média global. Mesmo com avanços em outros níveis hierárquicos, a representatividade feminina cai conforme se aproxima do topo da pirâmide executiva, o que sinaliza um gargalo específico nas etapas finais da carreira rumo à cadeira de CEO.

Panorama da liderança feminina
16%novas CEOs no mundoMaior índice em nove anos de pesquisa.
5,2%CEOs mulheres no BrasilPercentual atual de cargos ocupados por mulheres no país.
25%mulheres em CFO e COOCargos que costumam ser porta de entrada para CEO.

Por que isso importa para o seu negócio

Um dos pontos centrais levantados é que a chegada de mulheres ao posto de CEO depende de decisões tomadas muito antes, quando essas profissionais ainda ocupam cargos de gerência ou diretoria. As áreas de finanças e operações, que tradicionalmente formam os futuros CEOs, ainda têm baixa presença feminina, cerca de 25%. Já em recursos humanos, as mulheres são maioria, mas essa área raramente leva ao topo da empresa. Em tecnologia, a situação é ainda mais desigual, com menos de 20% de mulheres em cargos de CIO e menos de 10% em CTO.

Para empresários e gestores, esse recorte é um alerta prático: se a sua empresa só pensa em diversidade na hora de escolher um substituto para o comando, provavelmente já é tarde. O caminho mais eficaz passa por identificar, com antecedência, profissionais com potencial de liderança e oferecer a elas experiências que normalmente abrem porta para cargos executivos, como responsabilidade por resultados financeiros, contato direto com o conselho e projetos estratégicos de negócio.

Como preparar lideranças femininas na sua empresa
01
Mapeie potenciais sucessoras

Identifique profissionais alguns níveis abaixo da diretoria com potencial de crescimento.

02
Ofereça experiência estratégica

Dê a essas profissionais responsabilidade por resultados financeiros e projetos de negócio.

03
Aproxime do conselho

Crie oportunidades de exposição direta a decisões de alto nível na empresa.

04
Planeje a sucessão com antecedência

Não espere o momento da troca de CEO para pensar em diversidade na liderança.

O que esperar daqui para frente

Apesar do recorde deste ano, dados globais mostram que a participação de mulheres na alta gestão está estagnada perto de 30% desde 2024, e a proporção de mulheres contratadas para esses cargos até caiu nos últimos anos. Isso reforça que o avanço não é automático e pode perder força se as empresas não continuarem investindo em formação de lideranças femininas nos níveis intermediários.

Para gestores brasileiros, o recado prático é claro: ampliar a presença de mulheres em cargos estratégicos hoje é o que vai determinar se, no futuro, sua empresa terá candidatas qualificadas e prontas para assumir a cadeira mais alta. Empresas que já começam esse trabalho de formação e exposição estratégica tendem a estar mais preparadas para processos de sucessão mais diversos e competitivos.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.