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Lista dos mais ricos dos EUA: quem são os 34 estreantes de 2026

20/09/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Entrar para a lista dos americanos mais ricos nunca foi tão difícil, mas 2026 também trouxe o maior número de novos nomes em quase 20 anos. O patrimônio mínimo para fazer parte da Forbes 400 subiu para US$ 4,4 bilhões, um recorde histórico, e ainda assim 34 bilionários conseguiram entrar no ranking pela primeira vez. Para você, empresário ou gestor, esse movimento é um termômetro importante: mostra onde o dinheiro está migrando e qual setor está concentrando valor em ritmo acelerado.

O que explica o salto de riqueza

O aumento no valor mínimo para entrar na lista, de US$ 600 milhões em relação ao ano anterior, foi puxado principalmente pela valorização de empresas ligadas à inteligência artificial. Esse efeito não ficou restrito a startups de software: alcançou também robótica, biotecnologia e outras frentes que usam IA como base de negócio. Das 34 novas entradas, 15 vêm do setor de tecnologia e concentram quase 60% de toda a riqueza do grupo de estreantes.

O tamanho desse fenômeno chama atenção quando comparado a outros momentos de euforia do mercado. Segundo o material, 2026 foi o terceiro melhor ano em novos integrantes nas últimas duas décadas, atrás apenas de 2007 (antes da crise financeira) e de 2021 (auge da tecnologia e das criptomoedas na recuperação pós-pandemia). Juntos, os 34 novos nomes somam uma fortuna de US$ 321 bilhões, quase três vezes o total do grupo de estreantes do ano anterior.

Os números da nova turma de bilionários
34novos bilionários em 2026ante 14 estreantes no ano anterior.
US$ 4,4 bipatrimônio mínimo exigidorecorde histórico para entrar na lista.
60%riqueza dos estreantes vem da tecnologia15 dos 34 novos nomes vêm do setor.

Quem são os nomes que se destacam

À frente do grupo está Greg Brockman, cofundador da OpenAI, com fortuna estimada em US$ 25,5 bilhões, o que o torna o estreante mais rico e a 45ª pessoa mais rica dos Estados Unidos. Na sequência aparece Brett Adcock, empreendedor de robótica, com US$ 23,4 bilhões, impulsionado pela avaliação de US$ 39 bilhões atribuída à sua empresa Figure em 2025. Também chama atenção o caso dos seis cofundadores da Anthropic, entre eles os irmãos Daniela e Dario Amodei: juntos, eles somam US$ 93 bilhões, cada um com patrimônio estimado em US$ 15,5 bilhões, resultado de uma rodada de investimentos que mais do que dobrou o valor de suas participações na empresa.

Outro grupo relevante veio do universo de investimentos ligados a Elon Musk. O IPO da SpaceX, em junho, revelou participações que elevaram fortunas de investidores como Luke Nosek e Antonio Gracias, este último um dos primeiros apoiadores de negócios de Musk e o terceiro estreante mais rico deste ano, com US$ 17,1 bilhões. O setor financeiro e de investimentos, aliás, foi o segundo que mais gerou novos bilionários, com sete estreantes, atrás apenas da tecnologia.

A lista também mostra que a riqueza não vem só de tecnologia e mercado financeiro. Há estreantes ligados a setores mais tradicionais, como concreto, construção civil e acessórios automotivos, além de casos de herança e reorganização familiar, como a divisão de patrimônio após divórcio e a herança de participação em equipe da NFL. E há ainda um capítulo curioso: membros de uma mesma família, os fundadores da Medline, entraram juntos na lista após a empresa de suprimentos médicos abrir capital na maior oferta pública de 2025.

O que isso mostra para o seu negócio

Mais do que uma curiosidade sobre super-ricos, esse movimento é um sinal de mercado. A concentração de riqueza em empresas de inteligência artificial e tecnologia reforça que esses setores continuam atraindo capital em ritmo muito acima da média, o que tende a influenciar decisões de investidores, parceiros e até concorrentes em diferentes cadeias produtivas, inclusive no Brasil. Para gestores que acompanham tendências de mercado ou avaliam parcerias e investimentos, entender onde o capital está se movendo ajuda a antecipar oportunidades e riscos, mesmo fora do universo dos bilionários.

Fique atento: esses números refletem o mercado americano e avaliações privadas de empresas ainda não listadas em bolsa na maior parte dos casos, o que significa volatilidade. Fortunas construídas sobre avaliações de startups podem mudar rapidamente conforme novas rodadas de investimento ou aberturas de capital ocorram, algo que vale como lição também para quem avalia negócios em fase de crescimento acelerado no Brasil.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.