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Lacoste abre café em São Paulo: o que esperar do espaço e do menu

20/08/2026 18:153 min de leituraAtualizado há 14 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Lacoste inaugurou em São Paulo seu primeiro café na América Latina, instalado ao lado da boutique da marca no Shopping Cidade Jardim. O espaço funciona como um café-restaurante durante todo o dia e reforça um movimento que já não é novidade no mundo da moda: transformar marcas de vestuário em experiências de consumo que vão muito além da roupa. Para quem observa tendências de mercado e novos modelos de negócio, o caso mostra como grifes estão usando gastronomia para ampliar receita e fortalecer vínculo com o público.

O que o novo espaço oferece

O cardápio da unidade paulistana mistura referências francesas com criações inspiradas no próprio universo da marca, como sanduíches batizados de "croc" e doces chamados de polo cakes, uma alusão à clássica camisa polo da Lacoste. Bebidas também têm papel de destaque, incluindo cafés, smoothies e opções funcionais com ingredientes como cúrcuma, spirulina e colágeno. Todo o serviço é feito em porcelanas de Limoges, reforçando a conexão com a tradição francesa da marca.

O design do local remete à atmosfera de Roland-Garros, um dos torneios de tênis mais tradicionais do mundo e associado historicamente à Lacoste. O verde característico da marca aparece ao lado de referências às quadras de saibro e ao branco da camisa polo, elementos que reforçam a identidade visual da grife dentro do espaço.

Uma estratégia que vem de fora

Este não é o primeiro café da Lacoste. A marca abriu sua primeira unidade permanente em Mônaco, em 2025, dentro do Le Méridien Beach Plaza. Depois, levou o conceito a Paris, com uma unidade de 100 m² e 65 lugares próxima à loja principal na Champs-Élysées. São Paulo se torna, assim, o terceiro endereço do projeto e o primeiro fora da Europa.

A Lacoste está longe de ser a única marca de moda investindo em gastronomia. Nos últimos anos, esse tipo de iniciativa se tornou comum entre grifes de luxo, que passaram a ver cafés, restaurantes e confeitarias como uma forma de aproximar o público de sua história e estilo de vida, mesmo entre consumidores que não compram roupas da marca com frequência.

Outras marcas de moda no mundo da gastronomia
Louis VuittonLe Café e LV The PlaceUnidades em Nova York, Paris, Saint-Tropez, Seul e Bangkok, esta com restaurante do chef Gaggan Anand.
Dior e Chanelparcerias com chefs renomadosDior trabalha com Dominique Crenn; Chanel se uniu a Alain Ducasse em Tóquio.
Gucci e Pradarestaurantes e confeitarias própriasGucci Osteria tem estrelas Michelin; Prada comprou a confeitaria histórica Marchesi 1824.

Entre os exemplos citados, a Louis Vuitton se destaca com o Le Café Louis Vuitton, aberto na 5ª Avenida de Nova York em 2024, e o complexo LV The Place, em Bangkok, que reúne loja, exposição, confeitaria e restaurante. Outras grifes seguem caminho parecido: a Tiffany & Co. mantém o The Blue Box Café administrado pelo chef Daniel Boulud, e a Prada realiza pop-ups de cafeterias pelo mundo, reproduzindo o piso xadrez e os sofás de veludo verde de sua primeira loja, aberta em 1913.

Para o empresário que acompanha tendências de varejo e experiência do cliente, o movimento da Lacoste e de outras marcas de luxo é um lembrete de que a fidelização não depende só do produto principal. Criar pontos de contato que envolvam os sentidos, como sabor, ambiente e design, pode ser uma forma eficaz de aproximar públicos diferentes e gerar novas fontes de receita, mesmo em segmentos aparentemente distantes do negócio original.

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