Jogos ajudam a aliviar o estresse? Veja o que diz a pesquisa
15/10/2026 12:063 min de leituraAtualizado há 2 horas
Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de E-commerce e Marketplace, atualizado a cada mudança de norma.
Você já deve ter ouvido falar que videogames ajudam a relaxar. Mas pesquisas recentes mostram que isso não funciona do mesmo jeito para todo mundo. O efeito de aliviar o estresse depende de fatores como o perfil de quem joga, o tipo de jogo escolhido, o momento e o tempo disponível. Não existe um gênero "milagroso" que funcione igual para todas as pessoas. Esse tema pode parecer distante da rotina de um negócio, mas tem relação direta com um assunto que já preocupa muitos gestores: como lidar com o estresse e o esgotamento, tanto dos empresários quanto dos times que lideram.
O que as pesquisas mostram
Uma revisão de 2021, que reuniu 28 estudos, encontrou evidências de redução do estresse em crianças, adultos e idosos depois do uso de videogames comerciais, considerando diferentes gêneros e plataformas. Em alguns casos, até sessões curtas trouxeram resultados positivos. Isso reforça uma ideia simples e útil para qualquer rotina corrida: reservar um tempo específico para uma atividade de lazer pode ajudar a aliviar a tensão do dia a dia, mesmo que esse tempo seja pequeno.
Outro ponto importante é que jogos com movimento também apresentaram resultados positivos em revisões de pesquisas, mas sempre como atividade complementar de lazer, nunca como substituto de tratamento médico. Ou seja: videogame pode ser uma ferramenta de descanso, não uma solução para problemas emocionais mais sérios. Essa distinção é importante para quem pensa em sugerir práticas de bem-estar dentro da empresa, seja para si mesmo, seja para a equipe.
Quem é afetado por essa lógica
Empresários e gestores vivem sob pressão constante: prazos, obrigações fiscais, gestão de pessoas e tomada de decisão o tempo todo. Entender que pausas bem escolhidas, mesmo curtas, podem ajudar a aliviar o estresse é um lembrete prático de que descanso também é produtividade. O mesmo raciocínio vale para colaboradores: jogos casuais, histórias envolventes ou experiências multijogador podem servir como válvula de escape em momentos de folga, desde que o tempo e o tipo de atividade sejam compatíveis com a rotina da pessoa.
Para quem tem pouco tempo
- Jogos casuais, com desafios leves
- Sessões curtas já podem trazer efeito positivo
- Boa opção entre uma tarefa e outra
Para quem quer se desconectar
- Jogos com histórias envolventes
- Experiências de ação ou multijogador
- Jogos com movimento, como atividade complementar
Vale reforçar que nenhum desses formatos é tratamento ou solução garantida para o estresse. A pesquisa é clara ao dizer que os resultados variam de pessoa para pessoa, e que o contexto da pandemia, por exemplo, trouxe benefícios específicos para jogos online que não devem ser generalizados para o dia a dia comum. Ou seja, a recomendação prática é testar e observar o que funciona para cada pessoa, sem esperar um efeito padronizado.
Como se preparar
Um ponto prático levantado é o planejamento. Organizar com antecedência o que será usado no momento de lazer, incluindo compras digitais, evita que pequenas decisões de última hora atrapalhem o tempo de descanso. Isso vale tanto para quem busca um jogo específico quanto para quem prefere reservar um valor fixo para esse tipo de entretenimento. Da mesma forma que uma empresa planeja o fluxo de caixa para evitar surpresas, planejar o lazer ajuda a aproveitar melhor o tempo livre, sem gerar nova fonte de estresse.
No fim das contas, a lição que fica para o ambiente corporativo é parecida com a que vale para o lazer: não existe fórmula única para aliviar o estresse. O que funciona é identificar o que combina com o momento, reservar um tempo realista para isso e evitar deixar tudo para a última hora. Para gestores preocupados com a saúde mental da equipe, entender essa variedade de preferências pode ajudar a construir políticas de bem-estar mais flexíveis e menos genéricas, reconhecendo que cada colaborador encontra equilíbrio de um jeito diferente.
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