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IRPF 2026: como corrigir pendências e receber a restituição mais rápido

21/10/2026 10:004 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Se você ainda não recebeu a restituição do Imposto de Renda ou recebeu uma carta da Receita Federal pedindo atenção à sua declaração, vale entender o que está acontecendo. A Receita já pagou mais de R$ 41 bilhões a 25,9 milhões de contribuintes em 2026, e 80% desses pagamentos saíram em até um mês após o fim do prazo de entrega. Paralelamente, o órgão concluiu o envio de orientações a cerca de 500 mil pessoas com inconsistências que podem travar o recebimento do dinheiro.

Quem é afetado

O grupo notificado representa aproximadamente 1,25% dos mais de 40 milhões de declarantes do IRPF neste ano. Essa ação faz parte do chamado Projeto Cartas, criado para estimular a autorregularização antes que o caso vire uma fiscalização de verdade. A Receita foi clara ao afirmar que não se trata de notificação, autuação ou punição, mas de uma orientação para que o contribuinte corrija erros simples por conta própria. Na prática, se você é dono de empresa ou recebe pró-labore e caiu nessa lista, o recado é: revise sua declaração antes que o problema avance para uma etapa mais formal e burocrática.

Outro dado relevante do balanço é o cashback do Imposto de Renda, mecanismo que distribuiu R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que não haviam declarado o imposto no ano anterior. Isso mostra que mesmo quem está fora da obrigação de declarar pode ter direito a algum valor de volta, o que reforça a importância de ficar atento às regras de cada ano.

Como regularizar a declaração

Quem identificar erros pode enviar uma declaração retificadora pelo programa do Imposto de Renda, pela plataforma on-line ou pelo celular. No programa para computador, o caminho é abrir a declaração do exercício que precisa ser corrigido, selecionar a opção de retificadora, informar o número do recibo da declaração original, corrigir os dados nas fichas certas, rodar a ferramenta de verificação de pendências e, por fim, transmitir a nova versão guardando o recibo. A Receita sempre considera a última declaração enviada como a válida, substituindo a anterior.

O prazo para retificar é de até cinco anos, desde que a declaração não esteja sob procedimento fiscal. Um ponto de atenção para quem já passou do prazo regular de entrega: não é mais possível trocar o modelo de tributação entre o desconto simplificado e as deduções legais. A correção, portanto, precisa respeitar o regime escolhido originalmente.

Depois de corrigida, a declaração passa por novo processamento. Se houver direito à restituição, o valor entra nos lotes extras, pagos mensalmente conforme a ordem de prioridades legais. Importante deixar claro: corrigir o erro não garante pagamento imediato, já que tudo depende da análise da Receita e da posição na fila.

Balanço da restituição em 2026
R$ 41 birestituídosa 25,9 milhões de contribuintes.
80%pagos em 1 mêsapós o fim do prazo de entrega.
500 milcontribuintes orientadoscom inconsistências na declaração.
R$ 460 miem cashbackpara 3,4 milhões de não declarantes.

A ordem de prioridade para pagamento também merece atenção se você quer entender por que a restituição de um colega saiu antes da sua. Têm preferência pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência e pessoas com doença grave, seguidas por contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério e por quem usou a declaração pré-preenchida com recebimento via Pix. Em caso de empate dentro do mesmo grupo, ganha quem entregou a declaração primeiro. Quem corrigiu pendências que causaram retenção na malha fina volta para a fila normalmente, mas sem furar a ordem de prioridades.

Como aumentar o valor da restituição

Para empresários e profissionais liberais, vale revisar se todas as despesas dedutíveis foram informadas corretamente, já que isso reduz a base de cálculo do imposto e pode aumentar o valor a restituir. Despesas médicas, como consultas, exames, internações, planos de saúde e cirurgias, não têm limite de dedução, desde que comprovadas. Já os gastos com educação formal têm limite anual de R$ 3.561,50 por pessoa, não entrando nessa conta material escolar, transporte ou cursos de idiomas. Contribuições à previdência oficial e a planos de previdência privada do tipo PGBL (até 12% da renda tributável anual) também entram na lista, assim como a dedução de R$ 2.275,08 por dependente e os valores pagos de pensão alimentícia.

Antes de incluir qualquer dependente ou despesa, é importante avaliar se isso realmente compensa, já que os rendimentos de um dependente entram no cálculo geral e podem até aumentar o imposto devido. O essencial é declarar apenas o que foi efetivamente gasto, guardar os comprovantes e, no caso de despesas médicas, descontar eventuais reembolsos recebidos. Se você já entregou a declaração fora do prazo regular, lembre-se de que não dá mais para mudar do desconto simplificado para o modelo de deduções legais, então qualquer ajuste precisa seguir o regime já escolhido.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.