Investir no exterior fica mais simples com nova estrutura de ETNs privados
28/09/2026 16:093 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Por anos, quem tinha dinheiro para investir no Brasil não precisou se complicar muito: bastava deixar os recursos em reais, na renda fixa, e colher retornos de dois dígitos com juros altos. Mas esse cenário está mudando, e o motivo é simples: com juros em queda, buscar apenas "mais um pontinho de rentabilidade" em reais deixou de ser suficiente. Agora, cresce entre investidores e famílias de maior patrimônio o interesse por diversificar de verdade, olhando para fora do país e para tipos de investimento antes restritos a poucos.
Esse movimento acontece em duas frentes ao mesmo tempo. Por um lado, aumenta o apetite por investimentos no exterior (o chamado offshore). Por outro, ganham espaço produtos como private equity, private credit e ativos reais, categorias que já são comuns em mercados mais maduros, mas que no Brasil ainda esbarram em entraves operacionais.
O problema que trava esse acesso
Se o interesse existe, por que ainda é difícil investir nesses produtos? A resposta está na burocracia. Para acessar estratégias privadas internacionais, o investidor brasileiro costuma esbarrar em processos de abertura de conta duplicados, exigências de subscrição complexas e uma série de etapas que tornam a experiência lenta e cara, tanto para quem investe quanto para o assessor que estrutura essa carteira.
É justamente nessa lacuna que atua a Lynk Markets, empresa que conecta gestoras globais de investimento a assessores e wealth managers no Brasil e na América Latina. A solução da empresa usa uma estrutura chamada ETN (Exchange Traded Note) privado: cada estratégia de investimento vira um instrumento padronizado, com código próprio (ISIN), negociável nas mesmas plataformas já usadas por bancos e corretoras.
Modelo tradicional
- Necessidade de abrir nova conta para cada produto
- Processos de subscrição separados e burocráticos
- Acesso mais restrito a estratégias privadas internacionais
Modelo com ETNs privados
- Negociação nas mesmas plataformas já usadas por bancos e corretoras
- Sem necessidade de nova conta ou subscrição separada
- Canal único para acessar diferentes estratégias globais
Na prática, isso significa menos fricção: o investidor (ou o assessor que cuida do seu patrimônio) consegue acessar determinados produtos internacionais sem passar por todo o processo burocrático que normalmente seria exigido. É importante entender que essa estrutura não substitui fundos ou mandatos já existentes, ela é uma alternativa a mais para quem busca exposição a mercados privados com menos complicação operacional.
Por que isso importa para o seu negócio
Se você é empresário ou gestor e tem parte do seu patrimônio investido através de um assessor ou wealth manager, esse tipo de infraestrutura pode ampliar o leque de opções disponíveis para você, sem que isso signifique mais burocracia no seu dia a dia. A tendência é que produtos antes restritos a investidores institucionais ou a quem tinha estrutura própria para lidar com a papelada internacional se tornem mais acessíveis através dos canais que você já usa.
No Brasil, essa infraestrutura já está em funcionamento em parceria com o BTG Pactual, em uma das maiores plataformas de wealth management do país. Segundo a empresa, o ecossistema em que ela atua envolve nomes de peso do mercado internacional, como iCapital, Blackstone e Pantheon, além de uma rede de custodiantes de padrão institucional, o que reforça a confiança necessária para esse tipo de operação.
O pano de fundo dessa transformação vai além do ciclo de juros baixos: reflete uma sofisticação crescente do patrimônio dos brasileiros, que buscam cada vez mais internacionalizar e diversificar seus investimentos. Para quem administra recursos próprios ou de terceiros, vale acompanhar de perto essas novas estruturas: elas tendem a ampliar as opções disponíveis e, com o tempo, reduzir o custo e a complexidade de diversificar patrimônio para fora do Brasil.
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