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Imóveis no Nordeste: quanto custa o metro quadrado nos bairros mais caros

14/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 21 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você tem imóveis, pensa em investir no setor ou administra um negócio ligado à construção, incorporação ou locação no Nordeste, um dado recente merece atenção: os bairros mais valorizados da região já custam, em média, cerca de R$ 13 mil o metro quadrado. É o que aponta o Índice FipeZAP, calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap/VivaReal), que acompanha os preços de venda e aluguel de imóveis em todo o país.

Os números mostram que o mercado imobiliário nordestino está aquecido, com valorização acima da média nacional em várias capitais. Isso tem impacto direto para quem trabalha com compra, venda ou locação de imóveis na região, seja como investidor, corretor, construtora ou proprietário que aluga imóveis como fonte de renda.

Quais são os bairros mais caros

Entre as capitais nordestinas, os bairros mais caros para comprar imóvel são Ponta D'Areia, em São Luís (MA), com metro quadrado a R$ 13,53 mil, e Barra, em Salvador (BA), com R$ 13,27 mil. Já a primeira cidade nordestina a aparecer no ranking nacional geral é Maceió (AL), na 13ª posição, com preço médio de R$ 9,96 mil o metro quadrado considerando a cidade toda. O ranking nacional é liderado por Vitória (ES), Itapema (SC) e Balneário Camboriú (SC).

Outros bairros de destaque na região incluem Caminho das Árvores, em Salvador, com R$ 11,36 mil o metro quadrado; Engenheiro Luciano Cavalcante, em Fortaleza, com R$ 10,41 mil; Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa, com R$ 10,52 mil; Manuel Dias Branco, também em Fortaleza, com R$ 9,06 mil; e Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, com R$ 6,99 mil.

Valorização acima da inflação

Nos últimos 12 meses, o Índice FipeZAP subiu 5,4% no país como um todo, mas várias capitais do Nordeste superaram essa média. Salvador teve a maior valorização entre todas as cidades analisadas no estudo, com alta de 11,2% no metro quadrado. Fortaleza (+9,7%), Natal (+8,87%), João Pessoa (+8,81%) e Aracaju (+9,1%) também tiveram valorizações expressivas. Todos esses percentuais ficaram acima da inflação medida pelo IPCA, que fechou em 4,4% no mesmo período. Na prática, isso significa que quem investiu em imóveis nessas cidades teve ganho real, ou seja, acima da perda de poder de compra da moeda.

Valorização em 12 meses acima da média nacional
11,2%Salvadormaior valorização entre todas as cidades do estudo.
9,7%Fortalezaalta bem acima da inflação de 4,4%.
5,4%Média nacionalreferência do Índice FipeZAP no período.

Recife merece atenção especial em relação ao aluguel: o município tem o valor de locação mais caro do Nordeste e o terceiro maior do Brasil, com metro quadrado médio de R$ 64,11 ao mês. Nos bairros mais valorizados, o valor sobe ainda mais: Pina custa R$ 76 por metro quadrado, Parnamirim R$ 68 e Boa Viagem R$ 67. A capital pernambucana também lidera em rentabilidade de aluguel entre todas as 22 capitais do país, com 8,47% ao ano, seguida por Belém (8,18%), Manaus (7,99%) e Natal (7,85%), todas acima da média nacional de 6,14%.

Essa rentabilidade mais alta em Recife reflete um cenário em que o preço de venda dos imóveis é proporcionalmente mais baixo em relação ao valor cobrado no aluguel, o que pode tornar a cidade atrativa para quem busca retorno com locação. Além de Recife, Maceió, Salvador e São Luís também se destacam, com aluguel acima de R$ 60 por metro quadrado nos bairros mais caros, chegando a ultrapassar R$ 70 em alguns casos.

Para quem administra negócios ligados a imóveis, seja construção, corretagem, locação ou consultoria patrimonial, esses dados servem como referência prática para decisões de investimento, precificação e planejamento. Bairros com valorização consistente acima da inflação tendem a ser mais interessantes tanto para quem quer comprar visando revenda futura quanto para quem busca renda recorrente com aluguel. Já cidades com maior rentabilidade de locação, como Recife, podem ser mais vantajosas para quem prioriza fluxo de caixa mensal em vez de valorização do imóvel em si.

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