Pular para o conteúdo
VoltarCuriosidades

Imóveis de luxo e wellness: a oportunidade de negócio que cresce no Brasil

02/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 32 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se o seu negócio tem alguma relação com imóveis de alto padrão, construção civil, incorporação ou serviços de bem-estar, vale prestar atenção a um dado recente: um levantamento da Sotheby's International Realty mostra que o mercado global de longevidade deve saltar de US$ 5,3 trilhões para US$ 8 trilhões até 2030. Por trás desse número está uma mudança de comportamento que já influencia decisões de compra de imóveis entre pessoas de alta renda em várias partes do mundo, e que tende a chegar com força também ao mercado brasileiro de luxo.

O estudo mostra que compradores mais velhos, muitos deles bem-sucedidos financeiramente e com mais tempo livre, não estão mais buscando apenas casas grandes ou bem localizadas. Eles querem imóveis pensados para envelhecer bem, com estrutura para manter a independência, a saúde e a qualidade de vida pelo maior tempo possível. Essa lógica vale tanto para quem está pensando em comprar a própria casa quanto para quem constrói, incorpora ou administra empreendimentos voltados a esse público.

O que muda no comportamento de compra

Um ponto chama atenção: segundo o relatório, esse público não está mais optando por diminuir de casa ou se mudar para condomínios tradicionais voltados à terceira idade. Pelo contrário, a tendência é reformar ou adaptar o imóvel atual, ou comprar residências que já vêm pensadas para essa fase da vida. Isso muda o tipo de produto que o mercado precisa oferecer: menos "condomínio para idosos" no formato clássico e mais projetos que misturam design acessível com tecnologia e conforto.

Entre as características mais buscadas estão casas térreas ou com suíte no andar principal, banheiros sem degraus, estrutura já preparada para receber elevador, iluminação que respeita o ritmo do corpo, sistemas de qualidade do ar e da água, e tecnologia de monitoramento de saúde integrada à casa. Também aparecem com força estruturas do tipo spa dentro do próprio empreendimento, como sauna, banho gelado, sala de massagem e academia completa, além de opções de alimentação saudável, incluindo acesso a chefs particulares e produtos orgânicos.

IndicadorValor atualProjeção até 2030
Mercado global de longevidadeUS$ 5,3 trilhõesUS$ 8 trilhões
Em reais (câmbio aproximado)R$ 27,03 trilhõesR$ 40,8 trilhões

Quem é afetado por essa tendência

No Brasil, essa mudança tem impacto direto para incorporadoras e construtoras que atuam no segmento de alto padrão, para arquitetos e escritórios de design, para redes de hotelaria e resorts que miram público de renda mais alta, e para empresas de tecnologia voltadas a casa inteligente e saúde. Também é relevante para negócios de wellness, como estúdios de yoga e pilates, clínicas de medicina preventiva e prestadores de terapias que podem passar a atuar dentro de condomínios, e não apenas em unidades isoladas.

Vale lembrar que esse movimento não se limita a quem já atua no setor imobiliário de luxo. Empresários de outros ramos que estão pensando em investir em imóveis, seja para uso próprio, seja como reserva de patrimônio, também podem usar esses critérios na hora de avaliar onde e como aplicar recursos. Segundo o relatório, imóveis que já nascem com esse tipo de estrutura tendem a valer mais no mercado do que propriedades comparáveis sem esses recursos.

Como se preparar

Para quem empreende ou investe nesse setor, o caminho prático é começar a mapear se os projetos em desenvolvimento, ou os imóveis já em carteira, atendem a esses critérios de longevidade e bem-estar. Isso inclui revisar plantas para garantir acessibilidade futura, avaliar parcerias com profissionais de saúde e wellness para agregar serviço ao empreendimento, e considerar investimentos em tecnologia de monitoramento e automação residencial como diferencial competitivo, não como luxo à parte.

Do ponto de vista financeiro e tributário, cada uma dessas decisões, seja reformar um imóvel, seja incluir novos serviços em um empreendimento, tem reflexos que vão além do projeto em si: impactam custo, planejamento de investimento e, dependendo da estrutura do negócio, a forma de tributação. Antes de colocar em prática qualquer mudança de posicionamento nesse sentido, vale conversar com quem cuida da contabilidade da sua empresa para entender o melhor formato de estruturar esses investimentos e evitar surpresas no caixa mais à frente.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.