IA nos negócios: o que empresas podem aprender com o Under 30 Summit
30/10/2026 05:043 min de leituraAtualizado há 2 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Quanto vale, na prática, investir em inteligência artificial dentro da sua empresa? Essa foi uma das questões centrais do painel "IA First", realizado durante o primeiro Forbes Under 30 Summit, em São Paulo. Duda Franklin, fundadora da Orby, e Renata Goldfarb, fundadora da Teach Tribe, trouxeram uma visão direta sobre como negócios de todos os portes podem usar a tecnologia sem perder o controle sobre custos e resultados.
O recado principal das duas especialistas é simples: antes de sair implementando IA em tudo, você precisa entender exatamente onde ela realmente compensa. Não se trata de adotar a tecnologia por modismo, mas de mapear processos em que ela é mais rápida, mais barata e toma decisões melhores do que uma pessoa faria.
O que muda na forma de usar IA
Segundo Renata, o primeiro passo é tratar a adoção de IA como um processo estruturado, não como uma iniciativa isolada. Isso significa avaliar, área por área da empresa, quais tarefas podem ser repassadas à tecnologia com ganho real de eficiência. Na Orby, por exemplo, a IA já atua em frentes como controle de produção, pesquisa e desenvolvimento e financeiro, justamente os setores em que a agilidade faz diferença direta no resultado do negócio.
Outro ponto de atenção levantado no painel é o custo crescente conforme a empresa aumenta o uso da tecnologia. Quanto mais a IA é adotada, maior tende a ser o gasto com o processamento das informações (os chamados tokens). Isso não é um problema em si, mas exige que você acompanhe de perto o que cada processo automatizado está trazendo de retorno. Sem essa medição, fica difícil saber se o investimento está valendo a pena.
Teste na prática antes de decidir onde aplicar a tecnologia.
Identifique dores reais da empresa antes de buscar soluções de IA.
Acompanhe o custo de uso frente ao ganho que o processo devolve.
Invista em transparência e treinamento para a adaptação ao novo formato de trabalho.
Quem é afetado por essa mudança
A discussão não ficou restrita a empresas de tecnologia. O painel deixou claro que o impacto da IA chega a qualquer negócio que dependa de processos repetitivos, análise de dados ou tomada de decisão rápida, o que inclui desde indústrias até escritórios de serviços. Para Renata, a mudança também afeta diretamente a gestão de pessoas: a adoção da tecnologia precisa vir junto com orientação e capacitação dos funcionários, para que o time entenda o que realmente sabe fazer e onde a IA pode complementar o trabalho humano.
Duda Franklin ampliou essa visão ao citar que, no Vale do Silício, já se discute a integração da IA a dispositivos físicos, como veículos autônomos e robôs usados em fábricas e residências. Embora essa realidade ainda esteja distante do dia a dia da maioria das empresas brasileiras, o alerta serve como indicativo de que a tecnologia deve continuar avançando para áreas cada vez mais operacionais, e não apenas administrativas.
Como se preparar
Para quem lidera uma empresa ou pretende se posicionar nesse cenário, as recomendações das duas empreendedoras são práticas: comece testando as ferramentas disponíveis, identifique problemas reais do seu negócio antes de buscar uma solução pronta e desenvolva a capacidade de medir resultados. Duda reforça ainda a importância de se aprofundar no tema para formar opinião própria sobre como aplicar a tecnologia, em vez de simplesmente seguir tendências do mercado.
No fim, a mensagem que fica do painel é que a inteligência artificial não substitui a necessidade de planejamento. Ela exige que você, como gestor, entenda o processo da sua empresa, defina onde a automação realmente agrega valor e acompanhe de perto os números para garantir que o investimento em tecnologia traga retorno concreto para o negócio.
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