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Guia do Sebrae ensina pequenas empresas a buscar crédito melhor

15/09/2026 18:003 min de leituraAtualizado há 47 minutos

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você comanda um pequeno negócio e já teve dificuldade para entender as condições de um empréstimo ou avaliar se vale a pena aceitar um investidor, o Sebrae acaba de lançar um material que pode ajudar. Trata-se do guia "Financiamento de Pequenos Negócios no Brasil", uma publicação dividida em 26 capítulos que reúne informações sobre diferentes formas de conseguir capital, desde o crédito bancário mais comum até mecanismos financeiros mais complexos.

A publicação nasce de um problema conhecido por quem já tentou captar recursos para a empresa: a falta de informação clara sobre as opções disponíveis e os riscos de cada uma. Segundo o material, as micro e pequenas empresas representam mais de 95% dos CNPJs ativos no país e respondem por 55% dos empregos formais, um peso que justifica o investimento do Sebrae em orientar melhor esse público.

O que você vai encontrar no guia

O conteúdo não se limita a explicar como pedir um empréstimo no banco. Ele apresenta conceitos que podem mudar a forma como você negocia com investidores e instituições financeiras. Um deles é a chamada Due Diligence Reversa, que é basicamente o inverso do que normalmente acontece: em vez de só o investidor avaliar sua empresa, você também investiga o histórico e a reputação de quem está oferecendo o dinheiro antes de fechar qualquer parceria de longo prazo.

O guia também traz orientações sobre valuation, ou seja, formas práticas de calcular quanto vale seu negócio, algo essencial na hora de negociar a entrada de um sócio investidor. Outro tema tratado é o que o material chama de governança mínima viável: um roteiro simples para organizar processos de decisão dentro da empresa e, principalmente, separar as finanças pessoais das contas do negócio, um passo importante para quem pretende buscar investimento externo no futuro.

Há ainda uma explicação sobre o Supply Chain Finance, modelo em que fornecedores conseguem crédito com custos menores aproveitando a solidez financeira de grandes clientes, por meio de uma operação chamada reverse factoring. Pode ser uma alternativa interessante se sua empresa fornece para negócios maiores e mais estruturados.

Mecanismos mais sofisticados também entram no radar

Além das opções tradicionais, o guia apresenta instrumentos de finanças estruturadas que vêm ganhando espaço no mercado, como Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), crowdfunding e tokenização de ativos. O material também aborda FIPs, SAFEs e o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), ampliando o leque de possibilidades para quem busca capital além do banco tradicional.

O guia em números
26capítuloscobrindo desde crédito bancário até finanças estruturadas.
95%dos CNPJs ativossão de micro e pequenas empresas no Brasil.
55%dos empregos formaistambém vêm desse grupo de empresas.

Segundo Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, o objetivo é fazer com que o financiamento de pequenos negócios seja encarado não só como uma decisão individual de gestão, mas como parte do desenvolvimento do país. Valdir Oliveira, gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae e autor do prefácio, reforça que o conhecimento é uma ferramenta para reduzir desigualdades no acesso ao sistema financeiro, já que a instituição identificou casos de pequenos negócios que assumiram riscos desproporcionais por não entenderem cláusulas contratuais.

Giovanni Beviláqua, coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae e organizador da obra, resume o propósito prático do material: ajudar você a entender o custo real do capital e a saber quais perguntas fazer antes de assinar um contrato com bancos ou investidores. Essa proposta também está ligada ao que o Sebrae chama de Crédito Orientado e Assistido, iniciativa voltada a ampliar o conhecimento do empresário sobre o verdadeiro custo do dinheiro que ele pretende captar.

Para quem cuida da contabilidade da empresa, o guia pode servir como referência útil no acompanhamento financeiro do negócio, já que reúne conceitos que vão além do dia a dia fiscal, como avaliação de empresas, governança e organização das finanças. Vale a pena conhecer o material e, se fizer sentido para o seu momento, conversar com seu contador sobre qual dessas alternativas de financiamento se encaixa melhor na realidade da sua empresa.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.