Googlebook: o novo notebook do Google chega ao Brasil?
21/09/2026 16:204 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O Google anunciou uma nova linha de notebooks chamada Googlebook, posicionada como uma versão premium dos tradicionais Chromebooks. Os aparelhos trazem hardware mais robusto, materiais de acabamento superiores e uma série de funções de inteligência artificial integradas ao sistema. Para você que administra um negócio e avalia a compra de equipamentos para a equipe, entender essa novidade pode ajudar a planejar investimentos futuros em tecnologia, ainda que o lançamento, por ora, esteja restrito a poucos países.
O que muda em relação ao Chromebook
Diferente dos Chromebooks, conhecidos por preços baixos e componentes mais simples, o Googlebook chega com especificações mais altas: pelo menos 16 GB de memória RAM (podendo chegar a 32 GB), armazenamento em SSD de 256 GB a 512 GB, e suporte tanto a processadores da Intel quanto da Qualcomm. O visual também muda: em vez do plástico comum nos Chromebooks, os novos modelos usam estruturas de alumínio, magnésio ou fibra de carbono, além de telas OLED touchscreen na maioria das versões.
O sistema operacional por trás dos aparelhos é uma evolução que combina tecnologias do Android e do Chrome, mas o Google afirma que ele foi construído do zero, e não apenas ajustado a partir do ChromeOS atual. Isso significa que os aplicativos Android devem funcionar de forma mais fluida, já que não dependem de uma camada extra de simulação para operar, como ocorre hoje em alguns Chromebooks.
Recursos de inteligência artificial
A aposta em IA é um dos principais diferenciais do Googlebook. Um recurso chamado Magic Pointer permite acionar o assistente Gemini apenas movendo o cursor do mouse sobre algo na tela, como uma tabela ou um calendário, e pedir ajuda direta, por exemplo, para adicionar compromissos à agenda. Outro recurso, o Rambler, promete facilitar a escrita de e-mails e a transcrição de voz em texto, cortando automaticamente palavras de preenchimento e corrigindo erros na hora. Já a função "Criar meu widget" permite personalizar a área de trabalho com informações específicas, como resultados de um time esportivo, apenas descrevendo o que se quer ver.
Também chama atenção o recurso "Continuar", que permite retomar no notebook uma tarefa iniciada no celular Android, desde que o aplicativo em uso tenha suporte a essa integração. Para empresas que já usam o ecossistema Google no dia a dia, esse tipo de continuidade entre celular e notebook pode representar ganho de agilidade em tarefas simples, como responder e-mails ou revisar documentos.
Quem é afetado e quando chega ao Brasil
Os primeiros fabricantes a lançar aparelhos com o novo padrão são Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. Os preços variam conforme o modelo: o Acer Googlebook 14, com tela de 14,2 polegadas, processador Intel Core Ultra 5 ou 7, 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, é o mais acessível, a US$ 899. Os demais modelos custam entre US$ 1.199 e US$ 1.299, como o Lenovo Googlebook 15, que tem tela maior, alto-falantes Dolby Atmos e reconhecimento facial para login.
A pré-venda já está disponível na loja oficial do Google, com envio dos aparelhos previsto para 4 de outubro nos Estados Unidos, e um dia depois no Reino Unido, Canadá e alguns países da Europa. O Google informou que ainda não há previsão de chegada dos Googlebooks ao mercado brasileiro. Isso significa que, por enquanto, não é possível comprar o dispositivo diretamente aqui, o que deve ser levado em conta por quem pensa em incluir esse tipo de equipamento no planejamento de compras da empresa neste ano.
Como se preparar
Mesmo sem data para o Brasil, vale acompanhar o desdobramento desse lançamento se sua empresa usa ou pretende usar o ecossistema Google como base de trabalho, especialmente times que dependem de ferramentas como Gmail, Google Agenda e aplicativos Android no dia a dia. Os brindes oferecidos na compra, como 12 meses do Google AI Pro (com 5 TB de armazenamento na nuvem) e assinaturas temporárias de serviços como YouTube Premium e Adobe Photoshop, também podem ser um diferencial para negócios que já usam essas plataformas, caso o produto chegue futuramente ao mercado nacional.
Por ora, o recado prático é: se você está renovando notebooks da equipe, o Chromebook tradicional continua sendo vendido e é uma opção mais econômica. Já o Googlebook representa uma aposta do Google em um público que busca mais desempenho e recursos de IA, mas ainda é um lançamento distante da realidade de compra no Brasil. Fique atento a atualizações sobre uma possível chegada por aqui antes de incluir esse equipamento no orçamento da sua empresa.
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