Pular para o conteúdo
VoltarTecnologia

Golpe do Pix e engenharia social: como proteger sua empresa

16/09/2026 19:304 min de leituraAtualizado há 5 horas

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma ligação que parece ser do banco, uma mensagem de um fornecedor conhecido ou até um áudio com a voz de alguém da sua confiança. Cada vez mais golpes financeiros não dependem de invasão de sistemas ou falhas técnicas: dependem apenas de convencer você a fazer uma transferência. Essa tática se chama engenharia social e é hoje uma das principais ameaças ao caixa de empresas e pessoas físicas no Brasil.

O golpe funciona explorando emoções como confiança, medo e urgência. O criminoso monta uma situação que parece completamente legítima, no momento em que ela acontece, faz sentido agir. O problema é que toda a cena foi planejada para levar você a autorizar um pagamento, entregar uma senha ou clicar em um link malicioso.

Por que o Pix virou alvo preferido

Com o crescimento do uso do Pix, que só em 2025 teve alta de 25,7% nas transações e somou quase 80 bilhões de operações segundo o Banco Central, o sistema se tornou o principal caminho para esse tipo de fraude. É rápido, prático e, justamente por isso, atrai criminosos que buscam agilidade para consumar o golpe antes que a vítima perceba o que aconteceu.

Um levantamento da Global Anti-Scam Alliance (GASA) mostra a dimensão do problema: 81% dos brasileiros foram alvo de pelo menos uma tentativa de golpe nos últimos 12 meses, e 10% chegaram a sofrer perdas financeiras ou tiveram dados comprometidos. Isso significa que praticamente qualquer empresa, independentemente do porte, está exposta a essas tentativas em algum momento.

O golpe em números
81%dos brasileirosforam alvo de pelo menos uma tentativa de golpe nos últimos 12 meses.
10%sofreram prejuízotiveram perdas financeiras ou dados comprometidos.
25,7%de alta no Pixcrescimento das transações via Pix em 2025, quase 80 bilhões de operações.

Entre as táticas mais usadas estão o phishing, com mensagens e links falsos que imitam comunicações reais, e o vishing, golpe por telefone que hoje conta com o reforço da inteligência artificial para clonar vozes e criar falsas centrais de atendimento. Um relatório da Mandiant, baseado em mais de 500 mil horas de resposta a incidentes, aponta que o vishing já superou o e-mail como principal porta de entrada para esse tipo de fraude, o que exige atenção redobrada de quem atende telefonemas em nome da empresa.

Esse cenário cria um desafio também para os bancos, já que a própria vítima autoriza a transação. Um Pix feito depois de uma ligação falsa do banco pode parecer normal se analisado isoladamente. Por isso, instituições financeiras vêm considerando não só valor, horário e localização, mas também o histórico do cliente, a frequência das operações e o comportamento habitual para identificar sinais de que algo está fora do padrão.

Como proteger o financeiro da sua empresa

Para quem administra um negócio, o cuidado precisa envolver toda a equipe que lida com pagamentos, não apenas o dono ou o financeiro. Funcionários também são alvos frequentes, especialmente por telefone ou aplicativos de mensagem, com pedidos urgentes que simulam ordens de superiores ou de fornecedores.

O que fazer
01
Desconfie da urgência

Pedidos que pressionam para agir rápido, sem tempo para pensar, são o principal sinal de alerta.

02
Confirme por outro canal

Antes de fazer qualquer transferência, ligue de volta para um número já conhecido ou confirme pessoalmente com quem supostamente pediu.

03
Não repasse senhas e códigos

Bancos e empresas idôneas nunca pedem senha, código de autenticação ou token por telefone ou mensagem.

04
Oriente sua equipe

Treine quem lida com pagamentos e atendimento para reconhecer tentativas de golpe e sempre validar pedidos incomuns.

Vale lembrar que uma abordagem convincente não é garantia de legitimidade: uma mensagem bem escrita, uma ligação com dados corretos da empresa ou até uma voz que parece conhecida podem fazer parte do golpe. A recomendação central é sempre a mesma: parar, pensar e verificar antes de agir, principalmente quando o pedido envolve dinheiro, senhas ou dados sensíveis.

Adotar esse tipo de cultura de verificação dentro da empresa custa pouco e pode evitar prejuízos financeiros relevantes. Em um cenário no qual os criminosos usam inteligência artificial para personalizar ataques, a atenção da equipe segue sendo a principal linha de defesa contra esse tipo de fraude.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.