Agentes de IA vão dominar tráfego digital até 2035, projeta Huawei
16/09/2026 21:353 min de leituraAtualizado há 5 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Uma projeção da gigante chinesa de tecnologia Huawei acendeu um alerta importante para quem acompanha o avanço da inteligência artificial nos negócios: até 2035, agentes autônomos de IA, sistemas capazes de tomar decisões e agir sozinhos, devem responder por mais de 90% de todo o tráfego global de dados processado por essas tecnologias. Para você que administra uma empresa, isso sinaliza uma mudança de escala no uso de IA, que deixará de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar um agente que executa tarefas de forma independente, tomando decisões e acionando sistemas sem intervenção humana constante.
O que muda
Segundo a Huawei, o crescimento vem do aumento no uso de "agentes" de IA, programas que observam o ambiente ao redor, avaliam informações, decidem o que fazer e colocam essas decisões em prática usando outras ferramentas digitais. Isso é diferente da IA que só responde a perguntas ou gera textos e imagens: o agente age por conta própria, de forma contínua. A empresa estima que esse tipo de uso vai crescer tanto que vai exigir muito mais capacidade computacional das empresas de tecnologia, ou seja, mais servidores, mais processamento e mais infraestrutura.
A companhia também destaca que, para esse crescimento acontecer de forma segura, será necessário desenvolver novas tecnologias de proteção e controle desses agentes autônomos. A ideia é evitar que sistemas que operam sozinhos, sem supervisão constante, tomem decisões problemáticas ou fiquem fora de controle. Isso já é motivo de preocupação entre especialistas em IA nos Estados Unidos, que pediram cautela após episódios envolvendo agentes com comportamento inesperado.
Quem é afetado
Vale destacar que a Huawei, diferentemente de parte da indústria americana, não defende desacelerar o desenvolvimento da IA. Pelo contrário: a empresa parte do princípio de que o uso de agentes autônomos vai se expandir de forma acelerada e já está se posicionando para isso, inclusive lançando produtos próprios de segurança digital baseados em agentes de IA, voltados à detecção e resposta automática a ameaças cibernéticas.
Essa diferença de postura reflete uma divisão maior no mundo da tecnologia: enquanto parte do setor nos Estados Unidos discute limites e cuidados para o avanço da IA, a China tem investido em acelerar a adoção da tecnologia em toda a economia, ao mesmo tempo em que tenta criar regras técnicas para lidar com os riscos que isso traz. Para empresas brasileiras que usam ou pretendem usar ferramentas de IA, especialmente as que vêm de fornecedores chineses ou americanos, essa disputa de visões pode influenciar diretamente que tipo de tecnologia, com que nível de autonomia e com quais garantias de segurança estará disponível no mercado nos próximos anos.
Como se preparar
Mesmo que 2035 pareça distante, o movimento em direção a sistemas de IA mais autônomos já está em curso, e empresas de todos os portes vão sentir esse impacto, seja em atendimento ao cliente, gestão financeira, segurança de dados ou operações internas. Ficar atento a como esses agentes autônomos funcionam, quais riscos trazem e que tipo de controle sua empresa precisa manter sobre eles será cada vez mais parte da gestão do negócio, não apenas uma questão de tecnologia.
Para o empresário brasileiro, o recado prático é: acompanhar de perto a evolução dessas ferramentas, entender os riscos de segurança envolvidos em usar sistemas que agem sozinhos e buscar orientação especializada antes de adotar soluções que deleguem decisões importantes a agentes de IA. Quanto mais autônoma a tecnologia, maior a necessidade de controles claros e de profissionais capacitados para monitorar seu funcionamento.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.
