Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
A RD Saúde, maior rede de farmácias do Brasil, enxerga um mercado ainda maior pela frente para os medicamentos da categoria GLP-1, usados no tratamento de diabetes e emagrecimento. Segundo o diretor-presidente da empresa, Renato Raduan, a expectativa é que 2027 traga uma penetração ainda maior desses produtos, impulsionada pela chegada de versões orais, que tendem a facilitar o acesso e o uso por parte dos consumidores. Para quem trabalha com varejo farmacêutico ou acompanha tendências de consumo em saúde, esse é um sinal importante de para onde o mercado está caminhando.
Hoje, os medicamentos GLP-1 já têm peso relevante no negócio: representaram cerca de 12% de todas as vendas da companhia no terceiro trimestre. É uma fatia expressiva para uma categoria que, até pouco tempo, era menos conhecida do grande público. O executivo afirmou estar otimista com o futuro da categoria, mas destacou que o foco segue sendo a gestão de preços e a preservação de margem, ou seja, crescer sem perder rentabilidade.
O que isso significa para o negócio
Para empresários do setor de farmácias, saúde e varejo em geral, o caso da RD Saúde funciona como um termômetro. Categorias de produtos ligadas a tendências de saúde e bem-estar, como é o caso do GLP-1, podem crescer rapidamente e mudar o mix de vendas de um negócio em pouco tempo. Isso reforça a importância de acompanhar de perto o comportamento do consumidor e se preparar para ajustar estoque, precificação e até a formação das equipes de atendimento conforme essas categorias ganham espaço.
Outro ponto de atenção é a expansão física da rede. O executivo informou que a expectativa é terminar 2026 com um número de novas lojas bem próximo do topo da meta estabelecida pelo grupo, que vai de 330 a 350 aberturas. Ele classificou o ano como de "expansão realmente muito saudável", o que indica confiança na demanda e na capacidade operacional da empresa de sustentar esse ritmo de crescimento.
Investimentos e prazos
Para o próximo ano, os investimentos da companhia devem ser direcionados principalmente para infraestrutura logística, ou seja, a estrutura por trás da operação que garante que os produtos cheguem às lojas e aos clientes de forma eficiente. Esse tipo de investimento costuma ser decisivo para sustentar o crescimento sem comprometer o nível de serviço, especialmente em um momento de expansão acelerada do número de lojas.
Já para a Black Friday, a empresa sinalizou que fará investimentos relevantes em estoque, mas com cautela. O executivo destacou que a ideia é fazer uma gestão "precisa e científica" dos produtos disponíveis, evitando tanto a falta de mercadoria quanto o excesso, que pode pressionar margens. É um cuidado que vale como lição para qualquer negócio que vá participar de datas promocionais: planejar o estoque com base em dados, não apenas em expectativa de vendas.
O lucro líquido da companhia no terceiro trimestre foi de R$ 439 milhões, um crescimento de 9,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou praticamente dentro do que o mercado já esperava, o que mostra que a empresa está conseguindo equilibrar crescimento de vendas com controle financeiro, mesmo em meio a um ciclo forte de abertura de novas lojas e aumento de investimentos.
Para o empresário que acompanha esse movimento de fora, o recado prático é duplo. Primeiro, categorias ligadas a saúde e bem-estar seguem como uma frente de crescimento relevante no varejo, e vale observar se há espaço para seu negócio se posicionar nesse tipo de tendência. Segundo, o exemplo da gestão de estoque e preços da RD Saúde reforça que crescer rápido exige planejamento cuidadoso, especialmente em momentos de expansão física e de datas de alta demanda, como a Black Friday.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.
