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FMI mantém previsão de crescimento global de 3% em 2026; entenda os riscos

10/09/2026 15:533 min de leituraAtualizado há 3 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que a economia mundial deve crescer cerca de 3% em 2026, mantendo a projeção divulgada em julho. Apesar do número estável, a instituição fez questão de alertar que os riscos para essa trajetória continuam altos, especialmente por causa da guerra no Oriente Médio, da dívida pública global em níveis recordes e da pressão sobre os preços de energia. Para quem administra uma empresa no Brasil, esse cenário importa porque afeta custos, juros e o ambiente de negócios internacional que influencia decisões locais.

O que o FMI está dizendo

Segundo a porta-voz do FMI, Julie Kozack, a economia global tem se mostrado mais resistente do que se esperava diante do choque de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio. Ainda assim, ela reconheceu que o problema não foi resolvido: os preços do petróleo e do gás seguem elevados, e diversos países precisaram usar reservas estratégicas ou buscar novas fontes de energia para amenizar o impacto.

Ao mesmo tempo, o FMI observa que o processo de queda da inflação, que vinha acontecendo desde a crise do custo de vida em 2022, perdeu força. As expectativas de inflação no mundo aumentaram, embora ainda estejam sob controle no longo prazo. Isso é relevante porque juros mais altos por mais tempo em economias grandes tendem a encarecer o crédito e afetar o câmbio, algo que chega até o dia a dia de empresas brasileiras que dependem de importação, exportação ou financiamento externo.

Os riscos que preocupam

Um dos pontos mais destacados pelo FMI é o crescimento da dívida pública mundial, que está próxima de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) global, o maior nível desde a Segunda Guerra Mundial, com tendência de continuar subindo. Muitos países desenvolvidos apresentam índices de endividamento particularmente altos, o que aumenta a pressão sobre bancos centrais e governos para equilibrar as contas sem sufocar o crescimento.

Outro alerta é sobre a demanda de energia, que deve aumentar com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, justamente em um momento em que vários países ainda precisam repor suas reservas de petróleo e gás. Isso mantém o risco de novos aumentos nos preços de combustíveis e insumos ligados à energia, como fertilizantes e alimentos, itens que impactam diretamente cadeias produtivas e o custo de vida em geral.

O FMI também chamou atenção para problemas de liquidez em países em desenvolvimento, incluindo nações africanas, agravados pela redução de ajuda financeira internacional. Além disso, a instituição informou que vai acompanhar de perto os efeitos das novas sanções dos Estados Unidos contra o Irã, que incluem penalidades a empresas de outros países que mantêm relações comerciais com Teerã, um fator que pode gerar instabilidade em mercados e cadeias de fornecimento globais.

Panorama da economia global segundo o FMI
3,0%crescimento previsto para 2026Projeção mantida desde julho, abaixo da média de 3,5% de 2024 e 2025.
~100% do PIBdívida pública globalMaior nível desde a Segunda Guerra Mundial, com tendência de alta.
6 mesesde guerra no Oriente MédioPeríodo em que a economia global resistiu ao choque de energia melhor do que o esperado.

O que isso significa para o seu negócio

Para empresários brasileiros, o recado do FMI funciona como um termômetro de cautela. Um crescimento global mais fraco, combinado com juros e inflação ainda pressionados em várias economias, tende a manter o cenário de cautela nos investimentos, no câmbio e no custo do crédito internacional. Setores que dependem de importação de insumos, energia ou commodities agrícolas podem sentir esse efeito de forma mais direta, especialmente se os preços de petróleo e fertilizantes continuarem elevados.

A recomendação do FMI aos governos, de manter o controle da inflação e organizar planos para reduzir o endividamento público, também é um sinal de que a política econômica em diversos países deve seguir conservadora nos próximos meses. Isso reforça a importância de acompanhar de perto indicadores externos, negociar contratos com margem de segurança para variações cambiais e manter um planejamento financeiro que considere cenários de maior volatilidade no comércio internacional.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.