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Mica Chocolates: bastidores do crescimento e planos de expansão para 2026

11/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma marca de bombons artesanais que começou em uma sala pequena, com um perfil de Instagram, hoje produz mais de 100 mil unidades por mês e se prepara para crescer ainda mais. A história da Mica Chocolates, fundada por Michelle Kallas em 2017, mostra como decisões de expansão física, diversificação de canais de venda e investimento em identidade visual podem sustentar um crescimento consistente, mesmo em um mercado competitivo como o de doces finos. Para você que empreende ou gerencia um negócio, os bastidores dessa trajetória trazem lições práticas sobre como equilibrar demanda crescente, capacidade produtiva e estratégia de marca.

O que muda

A empresa vai abrir um novo ponto físico, um quiosque pequeno dentro de um shopping em São Paulo. Apesar do tamanho reduzido, esse tipo de operação já provou ser rentável: uma unidade semelhante, aberta em 2024 em outro shopping da cidade, hoje fatura mais do que a sede da marca e responde por uma fatia relevante da receita total. Com a nova loja, a produção semanal de bombons vai aumentar de forma significativa, exigindo ajustes na estrutura de fabricação, que já opera quase em tempo integral.

Esse movimento reforça uma tendência observada pela fundadora: o consumidor está migrando do consumo de rua para o consumo em shopping centers, onde a compra por impulso e a praticidade pesam mais na decisão. Para negócios que dependem de fluxo de pessoas, entender esse deslocamento de comportamento pode ser decisivo na hora de escolher onde investir em ponto físico.

Quem é afetado

A expansão interessa diretamente a empreendedores de pequeno e médio porte que lidam com produção artesanal, capacidade limitada de fábrica e decisão sobre abrir novos pontos de venda. O caso da Mica ilustra um dilema comum: como crescer sem comprometer a qualidade quando a estrutura já está no limite. A resposta encontrada pela empresa foi buscar centralizar toda a operação industrial, hoje espalhada por diferentes espaços, em uma única fábrica de maior porte.

Também é relevante para quem trabalha com vendas corporativas. Uma parte importante do faturamento da marca vem de pedidos para empresas, como brindes personalizados e produtos sob medida, incluindo clientes de peso em diferentes setores. Esse modelo de negócio B2B mostra como diversificar a base de clientes pode reduzir a dependência exclusiva do varejo tradicional.

Mica Chocolates em números
32 milbombons por semanaprodução esperada após a abertura do novo quiosque, ante 20 mil atuais.
40%crescimento projetado para 2026após alta de 30% no faturamento em 2025.
1/3do faturamento vem do B2Bpedidos corporativos de marcas como Netflix, Google e Itaú.

Como se preparar

Um dos pontos centrais da estratégia da Mica é usar a criatividade como diferencial competitivo, já que apenas ter um produto saboroso não é suficiente para se destacar. A empresa investe em embalagens diferenciadas, formatos inusitados e sabores fora do convencional, elementos que ajudam a justificar preço e fidelizar clientes dispostos a pagar por uma experiência diferente. Para negócios de qualquer porte, esse é um lembrete de que design e apresentação podem ser tão importantes quanto a qualidade do produto em si.

Outro aprendizado prático está na diversificação de canais. Além das lojas físicas, o delivery já responde por parcela relevante do faturamento e alcança todo o Brasil, incluindo um primeiro pedido internacional recente. Combinar varejo físico, entrega e vendas corporativas reduz riscos e amplia oportunidades de receita, especialmente para pequenos negócios que dependem de sazonalidade ou de um único ponto de venda.

Por fim, a experiência da marca mostra a importância de planejar a estrutura produtiva antes de acelerar a expansão comercial. Antes de multiplicar pontos de venda, a empresa já buscava um espaço maior e centralizado para a fábrica, sinal de que crescer de forma sustentável exige alinhar capacidade de produção à demanda, evitando gargalos que comprometam qualidade e prazos de entrega.

O caso reforça que expandir não é apenas abrir novas lojas, mas construir uma base sólida de produção, marca e canais de venda que sustente esse crescimento no médio prazo.

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