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FMI e Banco Mundial mudam regras para medir dívida de países pobres

21/09/2026 13:443 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovaram mudanças na forma como avaliam o risco de endividamento de países de baixa renda. A decisão, tomada pelos conselhos executivos das duas instituições, atualiza um modelo que não passava por revisão desde 2017 e busca refletir um cenário econômico mais complexo e arriscado para essas nações.

Embora a notícia trate de política econômica internacional, ela interessa a quem acompanha o ambiente de negócios global, especialmente empresas que exportam, importam ou têm operações em países emergentes e de baixa renda. Mudanças na forma como o risco de dívida desses países é medido podem afetar o custo de crédito, a confiança de investidores e as condições de financiamento em mercados onde sua empresa atua ou pretende atuar.

O que muda

O modelo usado por FMI e Banco Mundial serve para avaliar se um país consegue tomar mais empréstimos sem colocar em risco sua capacidade de pagar as dívidas já existentes. Com a reforma, esse modelo passa a olhar com mais profundidade para a dívida interna dos países, além de ampliar a análise para desafios de longo prazo, como as mudanças climáticas.

As instituições também vão aprimorar as ferramentas usadas para medir a capacidade de endividamento e criar novos mecanismos de avaliação de sustentabilidade. Outro ponto é o reforço dos chamados "testes de estresse", que simulam cenários adversos para checar se as previsões sobre a dívida de um país continuam confiáveis mesmo em momentos de crise.

Por que a mudança era necessária

A revisão foi motivada pelo aumento do endividamento em muitos países de baixa renda e por uma mudança no perfil desse endividamento: esses países passaram a recorrer mais a empréstimos internos e externos em condições comerciais, ou seja, menos favoráveis do que financiamentos concessionais tradicionais. Esse novo cenário tornou o modelo antigo menos preciso para captar riscos reais.

Uma avaliação concluída em julho mostrou que o modelo atual, mesmo desatualizado, funcionou bem para identificar com antecedência situações de sobreendividamento e ajudar países a tomar decisões mais informadas sobre novos empréstimos. Ainda assim, a análise apontou pontos que precisavam de ajuste para acompanhar os novos desafios enfrentados por essas economias.

Reforma da avaliação de dívida
2017última revisãoo modelo não era atualizado desde então.
2º semestre de 2027entrada em vigor previstaprazo estimado para o novo quadro passar a valer.

Além disso, o Banco Mundial afirmou que pretende incentivar os países de baixa renda a melhorar a transparência dos dados sobre suas próprias dívidas. Isso é relevante porque a falta de informações claras e completas sobre o endividamento de um país dificulta análises precisas de risco, tanto para as instituições multilaterais quanto para investidores e parceiros comerciais privados.

Quando a mudança passa a valer

O novo quadro de avaliação deve entrar em vigor no segundo semestre de 2027, segundo informou o Banco Mundial. Até lá, as instituições seguem trabalhando no detalhamento das novas ferramentas e critérios que vão compor o modelo revisado.

Para empresas brasileiras com negócios internacionais, o ponto prático é acompanhar como esse processo evolui nos próximos anos, principalmente se sua atuação envolve países de baixa renda na África, Ásia ou América Latina. Mudanças na avaliação de risco de dívida soberana costumam influenciar taxas de câmbio, custo de crédito local e o apetite de investidores por esses mercados, fatores que podem impactar diretamente contratos, exportações e planejamento financeiro de quem faz negócios nessas regiões.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.