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EUA e China negociam alerta conjunto sobre riscos da inteligência artificial

21/09/2026 12:484 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Representantes dos Estados Unidos e da China se reuniram para tratar de comércio e, num ponto que chamou atenção, discutiram a criação de um sistema para trocar avisos sobre problemas de segurança relacionados à inteligência artificial. O encontro aconteceu em Nova York, entre o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng. Embora o assunto ainda esteja em fase inicial, o tema interessa diretamente a empresários que já usam ou pretendem usar ferramentas de IA no dia a dia do negócio, já que decisões tomadas nesse nível global tendem a moldar regras futuras de uso, segurança e confiança na tecnologia.

O que foi discutido

Segundo Bessent, as conversas incluíram a ideia de criar um "diálogo Estados Unidos e China sobre IA", com um mecanismo de notificação entre os dois países. Na prática, esse mecanismo serviria para avisar quando houver "incidentes" ou situações em que a inteligência artificial represente algum tipo de ameaça à segurança nacional. O secretário destacou que, assim como acontece em outras atividades que atravessam fronteiras, é importante caminhar da opacidade para mais transparência entre as duas maiores potências mundiais em IA.

Ainda não há um cronograma definido para colocar esse sistema em prática. Bessent disse que as partes provavelmente devem se reunir novamente dentro de dois meses para avançar no tema. Do lado chinês, a agência de notícias estatal Xinhua confirmou que houve conversas sobre questões relacionadas à IA, mas tratou o assunto de forma mais breve, dando mais destaque às discussões econômicas e comerciais entre os dois países.

Por que isso importa para o seu negócio

Discussões desse tipo entre as duas maiores economias e potências tecnológicas do mundo tendem a influenciar, mais cedo ou mais tarde, como a inteligência artificial será regulada, monitorada e usada globalmente. Para empresas que dependem de ferramentas de IA em processos internos, atendimento ao cliente, análise de dados ou automação, isso significa ficar atento a possíveis mudanças em padrões de segurança e transparência que podem chegar também ao mercado brasileiro, seja por exigências de fornecedores internacionais, seja por movimentos regulatórios locais que costumam se inspirar em debates internacionais.

Posição dos EUA

  • Defendem mais transparência entre os países sobre riscos de IA
  • Trump minimiza preocupações de segurança e foca na liderança tecnológica
  • Criou uma "Força-Tarefa de IA" e um "Czar da IA" para supervisionar o setor

Posição da China

  • Reagiu a alertas de especialistas classificando-os como "alarmismo"
  • Defende uma abordagem "aberta, inclusiva e benevolente" para a IA
  • Alerta que confrontos e competição desleal prejudicam a governança global da IA

O pano de fundo dessas conversas é uma pressão crescente de líderes e pesquisadores do setor de tecnologia, incluindo executivos de empresas como Anthropic e OpenAI, para que os dois países coordenem esforços diante dos riscos de segurança da inteligência artificial. Ao mesmo tempo, há um temor de que excesso de cautela possa desacelerar o desenvolvimento de tecnologias de ponta, o que explica por que a China rejeitou publicamente o que chamou de discurso "alarmista" sobre o tema.

Do lado americano, o presidente Donald Trump tem adotado um tom mais otimista e competitivo, tratando o avanço da IA como uma corrida direta contra a China. Ele afirmou que os EUA lideram essa disputa com folga e quer manter essa vantagem, tendo anunciado a criação de uma força-tarefa e a nomeação de um responsável para acompanhar o crescimento do setor, sem, segundo ele, "sufocar" esse avanço.

Como isso pode afetar sua empresa

Ainda não há nenhuma regra concreta em vigor, apenas um entendimento inicial entre os dois países. Mesmo assim, vale a pena que gestores fiquem de olho em como essas negociações evoluem, principalmente se sua empresa utiliza sistemas de IA fornecidos por empresas americanas ou chinesas, ou se planeja investir em automação e inteligência artificial nos próximos meses. Mudanças em padrões de segurança internacional costumam, com o tempo, se refletir em contratos, termos de uso e exigências de compliance também no Brasil.

Por ora, o mais prático é acompanhar os próximos desdobramentos, especialmente o encontro que deve ocorrer em cerca de dois meses, e avaliar, junto com seu time de tecnologia ou fornecedores, se há alguma exposição a riscos de segurança relacionados às ferramentas de IA já utilizadas no negócio. Antecipar-se a esse tipo de discussão pode evitar surpresas caso normas mais rígidas comecem a surgir nos próximos anos.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.