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26/07/2026 11:00· 3 min de leitura· Produtividade
Atualizado há 2 horas

Empresas medem produtividade da forma certa?

Empresas medem produtividade da forma certa?
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se a sua empresa ainda avalia a produtividade da equipe pelo tempo de tela, pelos acessos ao e-mail corporativo ou pela quantidade de horas no escritório, talvez esteja medindo a coisa errada. Especialistas em gestão de pessoas vêm reforçando que esse tipo de controle, sozinho, não mostra o que realmente importa: a qualidade das entregas e o impacto gerado para o negócio. Com a consolidação do trabalho híbrido, o avanço da inteligência artificial e o debate sobre a redução da jornada, inclusive com as discussões sobre o fim da escala 6x1 no Congresso, esse tema voltou a ganhar peso nas rodas de gestão empresarial.

Para você, gestor, isso tem implicação direta na forma como decide investir em ferramentas de monitoramento e como cobra resultados dos times. O ponto central é simples: acompanhar quanto tempo um colaborador ficou logado não diz nada sobre o que ele efetivamente produziu. Pior, o excesso de vigilância pode ter efeito contrário ao esperado, gerando mais estresse, menos engajamento e um desgaste na relação de confiança entre empresa e equipe.

O que muda na forma de avaliar desempenho

A recomendação de especialistas é substituir o controle de jornada por indicadores mais objetivos de desempenho. Entre os critérios mais citados estão a capacidade do colaborador de resolver problemas, sua contribuição para inovação e melhoria de processos, e o nível de satisfação de clientes internos e externos. Esse tipo de avaliação funciona bem tanto no modelo presencial quanto no híbrido e remoto, já que não depende de o profissional estar fisicamente visível ou conectado o tempo todo.

No caso específico do home office, a dificuldade de muitas empresas está em definir métricas adequadas para quem trabalha fora do escritório. Em vez de tentar reproduzir o controle de horário que existia no presencial, a orientação é definir objetivos claros, acompanhar indicadores de resultado e manter uma comunicação constante entre gestor e colaborador. Empresas que conseguem alinhar expectativas e dar autonomia à equipe tendem a colher melhores resultados do que aquelas que apostam apenas em monitoramento de atividade.

Jornada menor não significa menos produção

Outro ponto que merece atenção do empresário é a relação entre carga horária e desempenho. Estudos mostram que reduzir a jornada não necessariamente reduz a produção. Colaboradores mais descansados tendem a manter maior concentração, cometer menos erros e entregar resultados mais consistentes. Ou seja, produtividade está muito mais ligada à eficiência do trabalho do que ao número de horas cumpridas.

Esse debate ganhou ainda mais força com a discussão sobre o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional. Quem defende a mudança argumenta que jornadas mais equilibradas podem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir afastamentos por questões de saúde e até aumentar a produtividade, desde que a empresa também invista em gestão por resultados e reorganize seus processos internos. Já representantes do setor empresarial ponderam que qualquer mudança na jornada precisa considerar as particularidades de cada setor, especialmente aqueles que dependem de atendimento contínuo ao público.

Como se preparar

Diante desse cenário, o papel da liderança dentro da empresa também precisa mudar. Em vez de atuar como fiscalizador constante, o gestor passa a ser um facilitador: dá suporte, remove obstáculos e acompanha o desenvolvimento da equipe de forma mais próxima. Isso não significa abrir mão de indicadores quantitativos, mas complementá-los com avaliações qualitativas, que considerem inovação, colaboração e capacidade de adaptação dos colaboradores.

Na prática, vale revisar como sua empresa mede desempenho hoje. Se o foco ainda está em tempo de tela ou horas trabalhadas, é hora de repensar os critérios e migrar para metas objetivas, com acompanhamento contínuo e mais autonomia para as equipes. Essa mudança de mentalidade, aliada à discussão sobre jornada de trabalho que segue avançando no país, tende a se consolidar como padrão de gestão nos próximos anos, e empresas que se adiantarem nesse processo largam na frente na retenção de talentos e na eficiência operacional.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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