Pular para o conteúdo
VoltarFiscal

Dólar e Ibovespa após eleições: o que esperar e como proteger sua empresa

26/10/2026 00:203 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você acompanha notícias econômicas, já deve ter visto: logo após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, o mercado financeiro internacional reagiu com forte rejeição aos ativos brasileiros. Dólar em alta, ações de grandes empresas brasileiras em queda, fundos que replicam o mercado nacional derretendo lá fora. Para quem administra uma empresa, entender esse movimento ajuda a tomar decisões mais seguras nos próximos dias.

O que aconteceu

Ainda na madrugada de segunda-feira, fundos negociados no exterior que acompanham o desempenho de empresas brasileiras registraram queda de quase 20%. Ao mesmo tempo, contratos que apostam no valor futuro do real indicavam uma cotação de R$ 5,60 por dólar, bem acima do patamar recente. Ações de peso como Petrobras, Itaú e Bradesco também caíam com força no mercado americano, embora a Vale tenha sentido menos o impacto.

Esse tipo de reação costuma acontecer quando investidores internacionais, diante de incerteza política, preferem tirar o dinheiro de um país e buscar segurança em outros lugares. É uma resposta rápida e emocional do mercado, que nem sempre se confirma com a mesma intensidade quando a bolsa brasileira realmente abre para negociação.

Por que isso importa para o seu negócio

Um dólar mais caro encarece insumos importados, equipamentos, matérias-primas e qualquer compromisso em moeda estrangeira. Se sua empresa depende de fornecedores internacionais ou tem dívidas atreladas ao dólar, o custo pode subir rapidamente. Já para quem exporta, a moeda americana mais valorizada pode representar uma vantagem momentânea.

Além disso, analistas não descartam uma queda expressiva do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, logo na abertura do mercado. Existe inclusive a possibilidade de acionamento do chamado circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações quando a queda ultrapassa 10% em um único dia. Esse recurso só havia sido usado em março de 2020, no início da pandemia, o que dá a dimensão da volatilidade esperada.

Reação do mercado no pré-mercado
19,2%queda do ETF EWZfundo que reproduz o índice de ações brasileiras.
R$ 5,60dólar projetadocom base nos contratos futuros negociados em Chicago.
13%queda da Petrobras nos EUAação listada na bolsa americana.

Vale lembrar que, desde agosto, com a definição das candidaturas, o Ibovespa havia acumulado uma alta de cerca de 15%. O movimento agora observado sugere uma possível reversão dessa valorização, o que reforça a ideia de que estamos diante de um momento de ajuste, não necessariamente de uma tendência definitiva.

Como se preparar

Diante desse cenário, o mais importante é evitar decisões precipitadas baseadas apenas nas primeiras horas de reação do mercado. Se sua empresa tem contratos, importações ou financiamentos atrelados ao dólar, é hora de revisar o fluxo de caixa e conversar com seu contador sobre eventuais proteções cambiais. Negócios que dependem de crédito também devem ficar atentos a possíveis mudanças nas condições de juros e financiamento nos próximos dias.

O mercado tende a se ajustar conforme mais informações surgem e a poeira baixa. Por isso, o recomendado é acompanhar os desdobramentos com cautela, sem alterar drasticamente o planejamento financeiro da empresa com base apenas no primeiro susto. A GL Inteligência Contábil está à disposição para ajudar você a entender os impactos práticos desse cenário no seu negócio e orientar os próximos passos com segurança.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.