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Dólar e bolsa disparam após eleição: o que isso significa para sua empresa

26/10/2026 16:094 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A segunda-feira seguinte à eleição presidencial foi de forte turbulência nos mercados financeiros. A bolsa brasileira chegou a cair mais de 15%, o dólar ultrapassou R$ 5,50 e as taxas de juros futuros dispararam logo nos primeiros minutos de negociação. O movimento foi tão intenso que a bolsa precisou acionar mecanismos de segurança para conter a volatilidade. Para você, empresário, esse tipo de reação do mercado importa porque mexe diretamente com o custo do crédito, o preço de produtos importados e as expectativas sobre os juros nos próximos meses.

O que aconteceu

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pegou parte dos investidores de surpresa, já que na sexta-feira anterior ao segundo turno havia uma expectativa forte de vitória do adversário. Com o resultado confirmado, muitos investidores que haviam apostado em outro cenário precisaram reverter posições às pressas, o que amplificou a queda da bolsa e a disparada do dólar logo na abertura do mercado.

Diante da forte pressão, a bolsa suspendeu as negociações por 30 minutos logo no início do pregão, recurso usado justamente para evitar movimentos descontrolados de preço. No mercado de dólar futuro e nos contratos de juros, os limites de variação permitidos também foram ampliados mais de uma vez ao longo da manhã, sinal de que o mercado precisou de mais espaço do que o normal para encontrar um preço de equilíbrio.

O Tesouro Nacional também entrou em ação: cancelou dois leilões de títulos públicos que estavam programados para os dias seguintes, justamente para não alimentar ainda mais a alta das taxas de juros. Além disso, promoveu um leilão extraordinário para recomprar títulos que já estavam no mercado, no valor aproximado de R$ 7,1 bilhões, numa tentativa de reduzir a pressão sobre os preços.

Por que isso pode afetar sua empresa

O ponto mais sensível para quem tem negócio é a perspectiva sobre a taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano. Antes do segundo turno, o mercado praticamente dava como certo um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Banco Central. Depois do resultado da eleição, essa expectativa virou de cabeça para baixo: passou a haver cerca de 75% de chance de alta de 0,25 ponto percentual, e o mercado começou a prever novas altas em dezembro e janeiro.

Mudança de expectativa para a Selic
~100%chance de corte antes do 2º turnomercado previa queda de 0,25 ponto na Selic.
75%chance de alta após a eleiçãoexpectativa passou a ser de aumento de 0,25 ponto.
R$ 5,50+dólar no diaalta pressiona custos de importados e inflação.

Essa inversão de expectativa é relevante porque juros mais altos encarecem o crédito para capital de giro, financiamento de equipamentos e investimentos em geral. Se as previsões do mercado se confirmarem, o custo de tomar dinheiro emprestado tende a subir nos próximos meses, em vez de cair como se esperava antes da eleição.

O dólar mais caro também é um fator de atenção direta. Para empresas que importam insumos, equipamentos ou matéria-prima, uma moeda americana mais valorizada significa custos maiores. Além disso, segundo análise de mercado citada no período, o dólar acima de R$ 5,50 tende a pressionar a inflação, o que reforça o cenário de juros mais altos por mais tempo.

Vale lembrar que o relatório de expectativas do mercado divulgado naquela manhã trazia projeções calculadas antes do resultado da eleição, com inflação esperada em 5,19% para 2026, 4,34% para 2027 e 3,75% para 2028, e dólar projetado a R$ 5,05 no fim daquele ano. Como essas projeções costumam ser atualizadas semanalmente, é natural que passem por revisão já considerando o novo cenário político.

Como se preparar

Diante desse cenário de maior incerteza, o momento pede cautela no planejamento financeiro. Vale revisar contratos atrelados ao dólar, reavaliar prazos de financiamentos antes de tomar novas dívidas e acompanhar de perto as próximas decisões do Banco Central sobre a Selic, já que elas impactam diretamente o custo do crédito disponível para sua empresa. Se sua operação depende de insumos importados, considere também reforçar o controle de margens, já que o câmbio mais alto pode pressionar custos no curto prazo. A equipe da GL Inteligência Contábil está à disposição para ajudar você a avaliar os impactos desse cenário no fluxo de caixa e no planejamento financeiro do seu negócio.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.