Pular para o conteúdo
Quero ser cliente
Voltar
22/07/2026 10:30· 3 min de leitura· Trabalhista
Atualizado há 2 horas

Direito de imagem na empresa: o que diz a lei?

Direito de imagem na empresa: o que diz a lei?
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Fotos de eventos internos, vídeos institucionais, posts em redes sociais com a equipe: esse tipo de conteúdo é comum em qualquer empresa, mas envolve um cuidado que muitos gestores ainda não levam a sério. O uso da imagem de colaboradores em materiais de divulgação é regulado por lei, e ignorar essas regras pode transformar uma ação de marketing em um problema jurídico para o seu negócio.

A legislação brasileira trata a imagem como um direito da pessoa, o que significa que a empresa não pode simplesmente usar fotos ou vídeos de funcionários sem autorização. Na prática, isso afeta desde a foto do crachá compartilhada no LinkedIn corporativo até vídeos de treinamento, campanhas publicitárias e conteúdos para redes sociais que mostram o rosto da equipe.

O que muda na relação com os colaboradores

O ponto central é simples: existir um vínculo empregatício não dá à empresa liberdade automática para usar a imagem do trabalhador como quiser. Em muitas situações, é necessário obter o consentimento da pessoa antes de divulgar sua imagem, especialmente quando o material sai do ambiente interno e vai para uso externo, como sites, redes sociais ou peças publicitárias.

Isso não quer dizer que toda foto tirada no ambiente de trabalho exige um processo burocrático. Mas quanto mais a imagem for usada para fins comerciais ou institucionais fora do dia a dia da empresa, maior a necessidade de formalizar essa autorização com o colaborador.

Por que isso importa para o seu negócio

Empresas que usam imagem de funcionários sem cuidado ficam expostas a questionamentos e desgastes que poderiam ser evitados com uma simples formalização prévia. Além do aspecto trabalhista, o tema também se conecta à proteção de dados pessoais, já que a imagem é considerada um dado sensível dentro da lógica da LGPD. Ou seja, o cuidado não é apenas com a relação de trabalho, mas também com a forma como a empresa trata as informações do colaborador de modo geral.

Para negócios que investem em marketing institucional, presença digital e employer branding, mostrar a equipe é praticamente inevitável. O problema não é usar a imagem dos colaboradores, e sim fazer isso sem transparência sobre como, onde e por quanto tempo essas imagens serão utilizadas.

Como se preparar

O primeiro passo prático é conversar com quem cuida da parte jurídica e de recursos humanos da empresa para revisar como o uso de imagem está sendo tratado hoje. Vale mapear onde a imagem de colaboradores é usada atualmente (site, redes sociais, materiais impressos, treinamentos) e verificar se existe algum tipo de autorização registrada para cada uma dessas situações.

A partir daí, o caminho é formalizar esse consentimento de maneira clara, explicando ao colaborador para que finalidade a imagem será usada e por quanto tempo. Isso evita interpretações divergentes no futuro e dá mais segurança tanto para a empresa quanto para o funcionário.

Empresas que ainda não têm esse tipo de controle organizado tendem a lidar com o tema apenas quando surge um problema, o que costuma ser mais caro e mais desgastante do que prevenir. Colocar esse assunto na pauta agora, junto com o time jurídico e de RH, é uma forma simples de proteger o negócio e manter a relação com os colaboradores mais transparente.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

Leia também