Dino manda PF investigar ataques a imagens de santos católicos
30/09/2026 15:082 min de leituraAtualizado há 1 dia
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue uma aparente onda de ataques a imagens religiosas católicas em diferentes partes do Brasil. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (30) depois que o gabinete do ministro recebeu denúncias de episódios de vandalismo contra santos, alguns deles dentro de igrejas.
Embora a matéria trate de um tema institucional e não diretamente ligado à rotina empresarial, decisões como essa mostram como o Judiciário pode acionar rapidamente órgãos de investigação federal diante de casos com repercussão em diversos estados, algo que também pode afetar empresas em situações de crimes ou condutas que ultrapassem fronteiras estaduais.
O que motivou a decisão
Segundo Dino, as denúncias começaram a chegar ao seu gabinete depois que ele decidiu, no último domingo (27), restabelecer a publicação de posts que criticavam um suposto projeto de retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. No despacho, o ministro citou 11 casos de ataques a imagens católicas ocorridos nos últimos meses em cidades como Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina (PR), Rio Grande (RS), Esmeraldas (MG), Jauru (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA).
Para o ministro, o conjunto de casos indica um quadro grave, com possíveis crimes como ultraje a culto, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas, injúria qualificada por motivo religioso, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio.
Por que a Polícia Federal foi chamada
Dino justificou o envolvimento da PF pela repercussão interestadual dos casos, pela necessidade de uma atuação investigativa uniforme e pela natureza dos episódios, que ele classificou como aparentes crimes contra os direitos humanos. O ministro também determinou que a Procuradoria-Geral da República acompanhe o caso.
O contexto da polêmica
A decisão ocorre em meio a uma disputa jurídica envolvendo publicações sobre um suposto plano de retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil, tema que ganhou força na semana passada após associações com grupos ligados ao presidenciável Flávio Bolsonaro. Ele nega qualquer intenção nesse sentido e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a retirada de publicações que o relacionassem ao assunto.
O ministro do TSE André Mendonça atendeu ao pedido e determinou a remoção dos conteúdos. No dia seguinte, Dino acolheu um pedido do humorista Antonio Tabet, que alegou cerceamento à liberdade de expressão, e derrubou a decisão de Mendonça. Flávio Bolsonaro recorreu então ao ministro Luiz Fux, relator da ação sobre o Marco Civil da Internet no STF, que suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a ordem de Mendonça.
Para empresários e gestores, o episódio reforça um ponto relevante: decisões judiciais sobre temas sensíveis, incluindo liberdade de expressão e moderação de conteúdo nas redes, seguem em constante disputa entre instâncias do Judiciário. Isso é especialmente importante para empresas que atuam com comunicação, marketing digital ou publicação de conteúdo, já que mostra como regras sobre remoção ou manutenção de posts podem mudar rapidamente conforme o caso avança entre diferentes tribunais.
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