Desenrola Adimplentes: prazo vai até outubro, veja quem pode renegociar
30/09/2026 09:403 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.
Se você é autônomo, trabalha por conta própria ou não tem carteira assinada e vem sentindo o peso dos juros no crédito pessoal, há uma notícia que pode aliviar o caixa: o governo estendeu até 26 de outubro o prazo do programa Desenrola Adimplentes. Isso dá mais 30 dias para quem quer trocar uma dívida cara por uma parcela que cabe no orçamento, antes que a iniciativa seja encerrada de vez.
Embora o programa seja voltado a pessoas físicas, o impacto chega direto ao seu negócio. Muitos empresários individuais, prestadores de serviço e profissionais que atuam informalmente usam crédito pessoal para sustentar o capital de giro ou cobrir despesas do dia a dia. Reduzir o custo dessa dívida significa mais dinheiro sobrando no fim do mês, seja para reinvestir na atividade, seja para organizar as finanças pessoais que, na prática, estão misturadas com as da empresa.
O que muda
O Desenrola Adimplentes permite renegociar até R$ 15 mil em dívidas de crédito pessoal, com juros limitados a 1,99% ao mês. Para quem está pagando taxas que chegam a 7% ao mês no mercado, essa diferença representa uma economia relevante ao longo dos meses, especialmente para quem carrega esse tipo de dívida há tempo e vê o saldo devedor praticamente não diminuir.
A proposta do programa é simples: trocar uma dívida com juros abusivos por uma nova condição, mais barata e mais previsível. Isso vale tanto para quem está com os pagamentos rigorosamente em dia quanto para quem tem atraso de até três meses, desde que os demais requisitos sejam cumpridos.
Quem é afetado
O programa é destinado a trabalhadores autônomos e informais, ou seja, pessoas que não têm vínculo de carteira assinada. Para participar, é preciso atender a dois requisitos básicos: ter pago pelo menos quatro parcelas do financiamento original e estar com as mensalidades em dia ou com atraso de, no máximo, três meses.
Vale destacar que bancos públicos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, já estão operando essas renegociações em ritmo acelerado. A adesão dos bancos privados, no entanto, foi mais lenta, o que atrasou o início efetivo das operações para agosto. Uma novidade importante trazida pelas regras do programa é a possibilidade de portabilidade de crédito: se você tem uma dívida com condições ruins em um banco, pode buscar que uma instituição pública assuma essa dívida com uma proposta mais vantajosa.
Como se preparar
Se você se encaixa no perfil do programa, o passo mais simples é procurar uma agência bancária, com prioridade para Caixa e Banco do Brasil, que já têm a repactuação funcionando normalmente. Também é possível acessar os canais oficiais de atendimento para verificar a elegibilidade e simular as novas condições antes de fechar negócio.
Vale conferir se a dívida que você possui se enquadra no limite de R$ 15 mil e se o histórico de pagamentos atende aos critérios de quatro parcelas quitadas e atraso máximo de três meses. Quanto mais cedo você buscar a renegociação, maior a chance de resolver tudo com calma antes do prazo final em 26 de outubro, evitando filas de última hora ou a perda da oportunidade.
Para o seu negócio, sair de uma dívida com juros altos e entrar em uma parcela mais enxuta pode ser o respiro necessário para reorganizar o fluxo de caixa. Não deixe para a última semana: avalie sua situação, reúna a documentação do financiamento original e procure o banco o quanto antes.
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