Celular dobrável é confiável? O que a Samsung diz sobre durabilidade
17/08/2026 05:024 min de leituraAtualizado há 18 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
A Samsung colocou no mercado brasileiro três novos modelos de celular dobrável: o Galaxy Z Fold8 Ultra, o Galaxy Z Fold8 e o Galaxy Z Flip8. Para quem administra um negócio e avalia comprar esse tipo de aparelho, seja para uso próprio, seja para equipar a equipe, a pergunta que mais pesa na decisão costuma ser a mesma: um celular que dobra realmente aguenta o uso do dia a dia? É essa dúvida que a empresa tenta responder diretamente, segundo declarações do gerente sênior de produto de Mobile Experience da Samsung Brasil.
Por que o formato dobrável ganhou espaço
Segundo a Samsung, a evolução dos celulares seguiu um caminho natural: as telas cresceram para caber mais conteúdo, as baterias aumentaram para dar autonomia, mas isso esbarrou em um limite físico óbvio, o tamanho da mão. O formato dobrável surgiu como resposta a esse impasse, permitindo um aparelho com tela grande que se torna compacto ao ser fechado. Para o negócio, isso significa um equipamento que une portabilidade e produtividade, algo relevante para quem usa o celular como ferramenta de trabalho, não apenas de consumo.
Os três modelos lançados miram públicos diferentes. O Fold8 Ultra e o Fold8 são voltados a quem busca mais produtividade ou quer consumir conteúdo em tela maior, enquanto o Flip8 atende quem prefere um aparelho compacto, com foco também em fotos e vídeos. Essa segmentação é importante na hora de escolher o modelo certo para a realidade da sua empresa ou do seu uso pessoal.
Confiança é o principal obstáculo
De acordo com a Samsung, quando os primeiros dobráveis chegaram ao mercado, a reação das pessoas era de surpresa só pelo fato de o aparelho dobrar. Hoje, o desafio mudou: convencer o consumidor de que a tela dobrável é resistente e confiável para o uso diário, e não um risco de investimento. A empresa afirma que o aparelho passa por um teste de abrir e fechar 200 mil vezes, simulando cerca de 100 movimentos por dia ao longo de cinco anos, período que corresponde à vida útil média esperada para um smartphone.
Esse dado é relevante para quem avalia o custo-benefício do investimento: o receio de que a dobra da tela comprometa a durabilidade do aparelho é apontado pela empresa como a principal barreira de compra, especialmente entre quem ainda não teve contato direto com o produto. Segundo a Samsung, a reação muda quando o consumidor experimenta o aparelho pessoalmente, o que explica o forte interesse em lojas físicas para testar o formato antes de decidir.
Outro ponto levantado é o avanço no design. O modelo do ano passado já havia reduzido bastante a espessura do aparelho, respondendo à crítica de que os dobráveis eram grossos e desconfortáveis no bolso ou na bolsa. O novo Fold8 segue essa mesma direção, com um design ainda mais fino, buscando eliminar essa objeção prática que pesava contra a adoção do formato.
O que isso significa para quem vai comprar
Para o gestor que pensa em adquirir um dobrável, seja como ferramenta de trabalho, seja para presentear a equipe ou uso pessoal, os pontos centrais divulgados pela empresa são: crescimento consistente nas vendas no Brasil, testes de resistência específicos para a dobra da tela e evolução no design para reduzir espessura e peso. A Samsung reforça que ainda não considera o dobrável um produto de consumo em massa, mas afirma perceber aceitação crescente entre os brasileiros, o que pode indicar uma tendência de médio prazo, e não apenas um modismo passageiro.
Antes de decidir pela compra, vale considerar o uso real que você fará do aparelho: quem precisa de tela grande para trabalhar com documentos, planilhas ou apresentações pode se beneficiar do formato Fold, enquanto quem busca praticidade e um design mais compacto tende a se identificar mais com o Flip. Em qualquer caso, a recomendação prática é testar o aparelho pessoalmente antes de investir, já que a própria fabricante reconhece que a experiência direta é o que mais convence o consumidor sobre a confiabilidade do produto.
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