Casa mais cara do Brasil é demolida para dar lugar a condomínio de luxo
03/09/2026 18:123 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
A mansão considerada a mais cara do Brasil começou a ser demolida nesta quinta-feira (3), no bairro do Jardim Pernambuco, no Leblon, Rio de Janeiro. O imóvel, anunciado por R$ 220 milhões, foi comprado em 2024 pela construtora Mozak, que vai usar o terreno para construir um condomínio de dez casas de alto padrão batizado de Estância Pernambuco. A demolição deve levar cerca de três meses.
Embora o caso envolva um imóvel residencial de luxo, ele funciona como uma boa vitrine de como funciona o mercado imobiliário de altíssimo padrão no Brasil, com operações que envolvem valores milionários, projetos personalizados e um público muito específico. Para empresários que atuam com incorporação, arquitetura, construção civil ou serviços de alto padrão, entender essa lógica de negócio pode ajudar a identificar oportunidades semelhantes em outras praças.
O que vai acontecer no local
A mansão foi construída em 1986 pela família Amaral, então proprietária da rede de supermercados Disco, e ocupa um terreno de mais de 11,2 mil metros quadrados. A propriedade tem seis suítes, 18 banheiros, biblioteca de dois andares, salas de estar e de reunião, academia e sauna, entre outras estruturas. O valor final pago pela Mozak não foi revelado e pode ter ficado abaixo dos R$ 220 milhões anunciados.
No lugar da casa, será construído o Estância Pernambuco, assinado pelo arquiteto Thiago Bernardes, também responsável pelo Museu de Arte do Rio (MAR). Serão dez casas, cada uma com projeto de fachada próprio e implantação no centro do lote, sem repetição entre as unidades. Os compradores podem participar do desenvolvimento do projeto junto com a construtora e o escritório de arquitetura, ajustando a planta às necessidades da própria família.
Números do empreendimento
O Jardim Pernambuco é hoje a região com o metro quadrado mais caro do país, próxima de restaurantes premiados e centros de compras da Zona Sul do Rio. Os terrenos do novo condomínio variam de 907 m² a cerca de 4 mil m², com área construída entre 944 m² e 1.500 m². O valor inicial por terreno começa em R$ 23 milhões, podendo variar conforme o tamanho da casa e os acabamentos escolhidos. O VGV (valor geral de vendas) total do empreendimento é estimado em cerca de R$ 360 milhões.
Um dos diferenciais destacados pela construtora é a vista simultânea para o mar, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor, algo raro entre os imóveis da região. O condomínio também vai contar com um bosque de 8 mil m² de mata nativa reservado aos moradores, com trilhas, mirantes e um lago, além de quadras esportivas e apoio para deslocamento interno.
A Mozak também vai administrar serviços compartilhados entre os moradores, como manutenção preventiva, jardinagem, administração do condomínio e portaria 24 horas. Os carros entram por um acesso construído abaixo do nível do terreno, separado da circulação de pedestres, o que, segundo a construtora, cria dois pontos de controle de acesso e reduz o ruído dentro dos lotes.
Para o presidente da Mozak, Isaac Elehep, o objetivo do projeto é oferecer exclusividade a um público específico, garantindo aos futuros moradores os benefícios de morar em uma casa sem as responsabilidades de manutenção que normalmente vêm com esse tipo de imóvel. O lançamento reforça a disputa por endereços no Jardim Pernambuco, região que já detém o título de metro quadrado mais caro do país.
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