BTG Pactual lança cartão de vale-alimentação e refeição: o que muda para sua empresa
20/08/2026 19:033 min de leituraAtualizado há 13 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.
O BTG Pactual acaba de entrar no mercado de benefícios corporativos com o lançamento do cartão BTG Benefícios. O produto reúne vale-alimentação e vale-refeição em um único cartão, com bandeira Mastercard, e promete facilitar a gestão desse benefício tanto para o setor de Recursos Humanos das empresas quanto para os funcionários que usam o cartão no dia a dia.
Se você é empresário ou responsável pela gestão de RH, esse é mais um nome relevante entrando num mercado que passou por mudanças importantes nos últimos tempos. O BTG é o maior banco de investimentos da América Latina e já vinha ampliando sua atuação em produtos voltados a empresas, como folha de pagamento, previdência corporativa e planos de incentivo de longo prazo. Agora, o benefício de alimentação e refeição passa a fazer parte desse pacote.
O que muda na prática
Para as áreas de RH, a proposta do BTG é permitir que toda a gestão do benefício seja feita de forma digital: recarga dos cartões, emissão de vias físicas e virtuais, acompanhamento das transações em tempo real e integração direta com os sistemas de folha de pagamento. Isso significa menos burocracia manual e mais controle sobre o que está sendo gasto pelos colaboradores.
Já para o funcionário, a experiência fica ligada ao aplicativo do BTG Pactual Banking. Pelo app, é possível ativar o cartão, gerar uma versão virtual, consultar saldo e acompanhar as transações. O cartão físico conta com pagamento por aproximação, e a empresa também pode emitir vias adicionais com compartilhamento de saldo, algo útil para famílias ou situações em que mais de uma pessoa usa o mesmo benefício.
Por que isso importa para o seu negócio
O lançamento acontece num momento em que o mercado de vale-alimentação e vale-refeição está em transformação. No ano passado, o governo estabeleceu novas regras para o setor, incluindo um teto de 3,6% para a taxa cobrada de restaurantes e supermercados pelas operadoras desses cartões, além de exigir interoperabilidade entre bandeiras. Na prática, isso significa que o estabelecimento comercial pode aceitar diferentes bandeiras sem ficar preso a uma única operadora, e o custo cobrado das empresas conveniadas tem um limite definido.
O governo justificou essas mudanças como forma de ampliar a concorrência e reduzir a concentração que existia no mercado, dominado por poucas operadoras. Com regras mais abertas, se tornou mais viável para bancos como o BTG entrarem nesse segmento e disputarem espaço com quem já estava estabelecido.
Recarga, emissão de cartões e acompanhamento em tempo real, integrados à folha de pagamento.
Ativação, cartão virtual, consulta de saldo e transações pelo app do BTG.
Cartão físico com aproximação e possibilidade de vias adicionais com saldo compartilhado.
Para empresas que já usam vale-alimentação e vale-refeição como benefício, a chegada de mais um grande banco a esse mercado tende a significar mais opções na hora de negociar contratos e mais recursos digitais disponíveis para simplificar a rotina do RH. Vale acompanhar como as condições comerciais do BTG se comparam às operadoras já conhecidas do mercado antes de decidir por uma eventual troca.
Se sua empresa está revisando o benefício oferecido aos colaboradores, o momento pode ser oportuno para colocar na balança critérios como integração com sistemas internos, facilidade de uso pelo time e custos envolvidos, já regulados pelo teto definido pelo governo. A tendência é que, com mais concorrência no setor, opções como essa continuem surgindo e favoreçam quem já paga por esse tipo de benefício.
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