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27/07/2026 13:53· 3 min de leitura· Fiscal
Atualizado há 1 hora

Brasil Abre Mercado na China, Paraguai e Palau para Produtos do Agro

Brasil Abre Mercado na China, Paraguai e Palau para Produtos do Agro
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou a abertura sanitária de três novos mercados para produtos do agro brasileiro: China, Paraguai e Palau. Se você trabalha com pecuária, frigorífico ou exportação de proteína animal, essa notícia merece atenção porque abre portas concretas de negócio, especialmente no caso chinês, que envolve um coproduto de altíssimo valor comercial.

O destaque da rodada é a autorização para exportar diretamente à China continental o cálculo biliar bovino, um insumo usado pela indústria farmacêutica. Até agora, apenas Argentina e Uruguai tinham esse acesso direto, e o Brasil precisava passar por Hong Kong para chegar ao mercado asiático. Com o novo protocolo, esse caminho fica mais curto e mais rentável para quem exporta.

O que muda na prática

Para frigoríficos que já trabalham com o aproveitamento total do abate (couro, sebo, ossos, colágeno, gelatina), o cálculo biliar bovino passa a ser mais uma linha de receita, e das mais valiosas. Isso significa eliminar intermediários, reduzir custos logísticos e vender diretamente para o comprador final chinês, o que tende a melhorar a margem sobre um material que antes era subaproveitado ou vendido com desconto por causa da rota indireta.

Já a abertura do Paraguai tem outro perfil: o país aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional que permite a exportação de suínos vivos brasileiros para abate. Na prática, isso favorece produtores e frigoríficos localizados nas regiões de fronteira, fortalecendo o comércio dentro do bloco sul-americano e criando uma alternativa de escoamento mais próxima geograficamente.

Palau, um pequeno arquipélago no Oceano Pacífico, aprovou a entrada de carnes bovina, ovina, caprina e suína brasileiras. O volume de negócios ali é pequeno, mas o valor está em outro lugar: cada mercado novo, mesmo pequeno, reduz a dependência do Brasil de poucos grandes compradores e amplia a rede de destinos possíveis para sua produção, o que é especialmente relevante em momentos de instabilidade comercial com parceiros tradicionais.

Quem é afetado

Se sua empresa exporta ou pretende exportar produtos de origem animal, essas aberturas ampliam o leque de destinos disponíveis. Frigoríficos de fronteira com o Paraguai ganham um canal regional a mais. Empresas que já processam coprodutos do abate bovino têm agora um mercado direto e valioso na China para o cálculo biliar. E qualquer negócio do setor de proteína animal se beneficia indiretamente da estratégia mais ampla do governo de diversificar destinos, reduzindo riscos de concentração em poucos compradores.

Os números por trás da estratégia

Essas três aberturas fazem parte de um movimento maior. Desde 2023, quando o Mapa começou a contabilizar oficialmente, o número de mercados abertos vem crescendo de forma consistente, como mostra a tabela abaixo.

PeríodoTotal acumulado de mercados abertos
Fim de 2025507 (211 só naquele ano)
Meados de abril de 2026594
8 de junho de 2026616
Meta até o fim do mandato700

O ministro André de Paula reafirmou o objetivo de chegar a 700 mercados abertos até o fim da gestão. Um estudo da ApexBrasil em parceria com o Mapa estimou que as mais de 500 aberturas desde 2023 já geraram US$ 3,4 bilhões em exportações adicionais, com impacto espalhado por todas as regiões do país. Um dado que ajuda a entender esse ritmo: cerca de 60% das aberturas aconteceram em países onde o Brasil mantém adidos agrícolas, profissionais que atuam justamente identificando oportunidades e negociando as exigências sanitárias com cada governo.

Na prática, isso significa que a política de abertura de mercados não é só um anúncio pontual, mas uma estratégia contínua que pode seguir beneficiando seu negócio nos próximos meses. Se você exporta ou pensa em exportar produtos de origem animal, vale acompanhar de perto os próximos protocolos sanitários publicados pelo Mapa e avaliar se algum novo destino se encaixa no seu portfólio de produtos, principalmente coprodutos de abate, que têm se mostrado uma fonte crescente de receita para quem já está atento a esse mercado.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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