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Black Friday: como evitar golpes digitais e proteger sua empresa e clientes

28/10/2026 05:024 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Fiscal e Obrigações, atualizado a cada mudança de norma.

A Black Friday é uma das datas mais importantes do calendário comercial, mas também uma das mais exploradas por golpistas. Levantamento da Serasa mostra que os sites falsos são a principal modalidade de fraude no período, respondendo por 53% dos casos, seguidos por golpes envolvendo Pix, com 42%. Para empresários que vendem online e também para quem faz compras na data, entender como esses esquemas funcionam é essencial para evitar prejuízo financeiro e dor de cabeça com clientes lesados.

Como os golpes acontecem

Segundo Felipe Paniago, CMO e cofundador do Reclame Aqui, boa parte das vítimas só percebe o golpe semanas depois da compra, quando o prazo de entrega já passou e o produto nunca chega. Nesses casos, muitas vezes não existe CNPJ nem empresa real por trás da fraude, o que dificulta identificar os responsáveis e torna quase impossível recuperar o dinheiro. O caso costuma acabar na Justiça ou na polícia, sem garantia de solução.

Além dos sites falsos, outra prática comum é o phishing, técnica usada para coletar dados pessoais e financeiros por meio de mensagens ou páginas fraudulentas, conforme explica Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação. Esses dados podem ser usados depois em outros crimes ou vendidos ilegalmente. Em todos os casos, o golpe explora a pressa do consumidor, criando um senso de urgência que leva a pessoa a fechar a compra sem checar detalhes importantes.

Os esquemas mais sofisticados vão além de um site com aparência profissional. Paniago relata que algumas operações falsas constroem reputação meses antes da Black Friday, chegando a enviar produtos para pessoas com influência digital para gerar confiança e atrair mais vítimas. A inteligência artificial também tem papel nessa evolução: segundo Igreja, a tecnologia facilita a criação de anúncios, imagens e páginas que imitam lojas legítimas, incluindo manipulação de fotos, áudios e vídeos de pessoas públicas para parecer mais crível.

Principais golpes na Black Friday
53%sites falsosmodalidade mais comum de fraude na data, segundo a Serasa.
42%fraudes com Pixsegunda modalidade mais frequente de golpe no período.
80 diasprazo do MEDtempo máximo para pedir devolução de valores via Pix ao banco.

Sinais de alerta e como se proteger

O primeiro sinal de alerta é o tamanho do desconto oferecido. Promoções muito acima do praticado pelo mercado merecem desconfiança, já que a Black Friday brasileira costuma ter descontos mais moderados do que a versão americana da data. Paniago recomenda pesquisar o preço do produto antes da compra e desconfiar de ofertas exageradas, contentando-se com descontos mais realistas.

Antes de fechar qualquer compra, vale checar o histórico da loja e a variedade de formas de pagamento oferecidas. O cadeado e o protocolo HTTPS no endereço do site não são suficientes para garantir que a loja é confiável, já que apenas indicam que a conexão é criptografada. Igreja recomenda acessar sempre os canais oficiais das empresas, evitando clicar em links recebidos por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem, mesmo quando enviados por conhecidos. Na dúvida, o caminho mais seguro é buscar a loja diretamente em um buscador ou usar o aplicativo oficial da plataforma, lembrando que apps distribuídos em lojas grandes como Google Play e App Store passam por triagem antes de ficarem disponíveis.

O que fazer em caso de golpe

Quem for vítima de fraude envolvendo Pix deve contatar imediatamente o banco e solicitar a devolução dos valores pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), pedido que pode ser feito em até 80 dias após a transação, embora a recuperação do dinheiro não seja garantida. O Banco Central também recomenda registrar boletim de ocorrência. Além das fraudes, outros problemas recorrentes na data incluem aumento artificial de preços antes da promoção, atrasos na entrega, produtos falsificados, cobrança indevida de frete e condições de garantia pouco claras.

Para empresas que vendem na Black Friday, a reputação é um ativo que pesa diretamente nas vendas. Pesquisas do Reclame Aqui mostram que consumidores valorizam a confiança nas lojas e muitas vezes preferem pagar um pouco mais para comprar de quem já conhecem. Investir em transparência, atendimento e cumprimento de prazos não é só uma questão de evitar reclamações: é um diferencial competitivo real diante de um cenário em que os golpes se tornam cada vez mais sofisticados e difíceis de identificar.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.