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Bill Gates alerta: IA pode só beneficiar os mais ricos, veja o risco

15/09/2026 15:084 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Fiscal e Obrigações, atualizado a cada mudança de norma.

Bill Gates, cofundador da Microsoft, fez um alerta que interessa diretamente a quem lida com tecnologia no dia a dia da empresa: a inteligência artificial pode ser um instrumento de inclusão econômica ou, se nada for feito, uma ferramenta a serviço apenas de quem já tem dinheiro. A declaração acompanha um relatório que acompanha o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, e traz um recado direto: o caminho que a IA vai seguir vai depender de escolhas feitas agora, não de acaso.

Para Gates, a velocidade dessa transformação não tem precedentes. Ele já vivenciou a chegada da computação pessoal, mas afirma que a IA está avançando mais rápido e chegando a mais gente do que qualquer tecnologia anterior. O problema, segundo ele, é que se o desenvolvimento for guiado apenas pelo mercado, sem nenhuma orientação adicional, a tendência é que a tecnologia seja moldada por e para quem já está no topo da pirâmide econômica.

O que muda para pequenos negócios e regiões menos favorecidas

O ponto mais prático do alerta de Gates é o prazo: segundo ele, as decisões tomadas nos próximos 12 a 18 meses vão determinar se a IA vai beneficiar apenas quem tem mais poder aquisitivo ou se vai realmente chegar a quem tem menos recursos. Isso inclui pequenas empresas, agricultores, profissionais da educação e da saúde em regiões com menos infraestrutura digital. Se sua empresa está em fase de decidir como (ou se) vai adotar ferramentas de IA, esse é o tipo de janela de tempo que vale acompanhar de perto, porque o cenário de acesso e custo pode mudar bastante dependendo de quem está moldando essas tecnologias.

Um dado chama atenção nesse debate: mais de 90% dos dados usados para treinar os primeiros modelos de IA vêm de fontes em inglês. Isso tem impacto direto em quem opera em português e em outros idiomas, porque ferramentas menos adaptadas ao seu contexto tendem a errar mais ou a ser menos úteis no dia a dia. O relatório defende que os países e comunidades tenham voz sobre como seus dados são usados e protegidos, e que profissionais como médicos, professores e agricultores possam adaptar essas ferramentas às suas realidades, e não o contrário.

Investimento anunciado pela Fundação Gates
US$ 1 biem dois anospara ampliar o acesso à IA e a soluções baseadas nela.
40%para educaçãoincluindo tutoria com apoio de inteligência artificial.
40%para saúdediagnósticos, decisões clínicas e novos medicamentos.
10%para agriculturaapoio a pequenos agricultores com uso de IA.

Os riscos que também preocupam Gates

Além do risco de desigualdade, Gates também chamou atenção, em um ensaio recente, para outros perigos da IA que merecem atenção de qualquer gestor. Ele afirma que a transição para essa nova era pode ser um dos períodos mais turbulentos da história recente, e que atualmente ninguém está se preparando adequadamente para isso. Entre os riscos citados estão o desaparecimento de empregos de nível inicial e intermediário, que podem ser diretamente afetados pela automação via IA, o que é relevante para empresas que dependem desse tipo de mão de obra em funções operacionais e administrativas.

Gates também alertou sobre o uso mal-intencionado da tecnologia, incluindo fraudes, desinformação, deepfakes, ataques cibernéticos e até bioterrorismo. Para negócios que lidam com dados sensíveis de clientes ou operações financeiras, esse é um alerta que reforça a importância de reforçar processos de segurança digital à medida que a adoção de IA cresce. Ele ainda mencionou o temor, levantado por outros líderes do setor de tecnologia, de que modelos de IA possam eventualmente agir contra os interesses de quem os usa, com risco de perda de controle sobre essas ferramentas.

Como se preparar

Para empresários e gestores, o recado prático é: acompanhar de perto como as ferramentas de IA que sua empresa usa (ou pretende usar) foram desenvolvidas, quem está por trás delas e se elas realmente atendem às necessidades do seu negócio e da sua região, e não apenas ao mercado de grandes economias. Também vale reforçar a segurança da informação à medida que a adoção de IA avança, já que os riscos de fraude e ataques cibernéticos tendem a crescer junto com o uso da tecnologia. Por fim, é um bom momento para repensar processos internos que dependem de funções repetitivas, avaliando com cuidado onde a IA pode agregar valor e onde ela pode substituir etapas do trabalho humano.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.