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World Series 2026: quem são os bilionários donos do Brewers e do Rays

25/10/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

A final da World Series de 2026 coloca frente a frente duas equipes que não costumam aparecer entre as favoritas pelo tamanho do bolso: Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays. Mas, por trás dos uniformes, estão dois bilionários com histórias e estilos de gestão bem diferentes, que ajudam a entender como negócios esportivos podem crescer mesmo fora dos grandes centros financeiros. Para você que empreende ou administra uma empresa, o caso é um exemplo prático de como estratégia de longo prazo e disciplina financeira podem superar o simples poder de investimento.

Quem são os donos

Mark Attanasio, de 69 anos, comprou o Brewers em 2005 por cerca de US$ 223 milhões. Antes disso, construiu carreira no mercado financeiro, passando por um escritório de advocacia renomado e por um banco de investimentos em Wall Street, até fundar sua própria gestora de investimentos, hoje responsável por administrar US$ 53 bilhões em ativos. Já Patrick Zalupski, de 45 anos, é mais novo no ramo: assumiu o controle do Rays em setembro de 2025, após construir patrimônio no setor imobiliário, fundando uma construtora que cresceu rapidamente na Flórida e em outros estados americanos.

Enquanto Attanasio levou duas décadas para transformar o Brewers em candidato ao título, Zalupski chegou à decisão da liga pouco mais de um ano depois de comprar o Rays. São trajetórias opostas: uma baseada em paciência e reconstrução de longo prazo, outra em um investimento recente que já colhe resultado rápido em termos esportivos, mesmo que o retorno financeiro ainda esteja em construção.

O que isso diz sobre o negócio do beisebol

O contraste entre as duas franquias mostra que não é só dinheiro que define o sucesso esportivo. O Brewers teve a melhor campanha da liga na temporada regular, mesmo com a 19ª maior folha salarial. Isso aconteceu porque a equipe apostou em desenvolver jogadores jovens em vez de pagar caro por atletas já consagrados, uma estratégia parecida com o que pequenas e médias empresas fazem ao formar talentos internamente em vez de disputar profissionais já estabelecidos no mercado.

Milwaukee Brewers

  • Valor estimado: US$ 1,9 bilhão
  • Folha salarial: US$ 146 milhões (19ª maior da liga)
  • Dono: Mark Attanasio, fortuna de US$ 1,9 bilhão
  • Comprado em 2005 por US$ 223 milhões

Tampa Bay Rays

  • Valor estimado: US$ 1,7 bilhão
  • Folha salarial: US$ 96 milhões (28ª maior da liga)
  • Dono: Patrick Zalupski, fortuna de US$ 1 bilhão
  • Comprado em 2025 por avaliação de US$ 1,7 bilhão

Esse modelo de crescimento sustentável também aparece na gestão do estádio do Brewers. Attanasio está liderando uma reforma de quase R$ 2,6 bilhões no total (somando recursos públicos e investimento próprio da equipe), um projeto que garante a permanência da franquia em Milwaukee até 2050. É uma decisão de planejamento de longuíssimo prazo, do tipo que poucas empresas conseguem se dar ao luxo de fazer, mas que mostra a importância de pensar além do resultado imediato.

Do lado do Rays, o desafio é inverso: o time ainda não resolveu a questão do estádio, considerado um dos piores da liga, e a situação ficou mais complicada depois de danos causados por um furacão. Zalupski assumiu o comando da franquia justamente nesse momento de transição, com o antigo grupo de donos ainda reduzindo sua participação aos poucos nos próximos anos.

Por que isso importa para quem empreende

O pano de fundo financeiro do confronto ganha ainda mais peso porque a liga de beisebol caminha para uma negociação trabalhista decisiva, com o acordo entre donos e jogadores vencendo em dezembro. Os proprietários das franquias defendem a criação de um teto salarial, argumentando que isso reduziria a diferença entre times de mercados grandes e pequenos. Só que o próprio desempenho do Brewers e do Rays nesta temporada mostra que o sistema atual, mesmo sem teto, já permite que equipes menores compitam de igual para igual com gigantes financeiros, desde que a gestão seja bem planejada.

Para o empresário brasileiro, a lição prática é clara: nem sempre quem tem mais capital disponível vence. Modelos de negócio bem estruturados, decisões de investimento de longo prazo e aposta em desenvolvimento interno de talentos podem compensar diferenças de orçamento, seja no esporte, seja em qualquer outro setor competitivo.

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