Pular para o conteúdo
VoltarEmpresarial

Terras raras em Minas Gerais recebem aporte de até US$ 120 milhões

20/08/2026 18:493 min de leituraAtualizado há 13 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A mineradora australiana Viridis Mining and Minerals fechou compromissos de investimento que somam até US$ 120 milhões para tocar o projeto Colossus, voltado à extração de terras raras em Poços de Caldas, Minas Gerais. O anúncio foi feito pela empresa em comunicado e reforça o avanço de um setor estratégico para a indústria de tecnologia, defesa e energia limpa, áreas que dependem desses minerais.

Terras raras são um grupo de minerais usados na fabricação de ímãs, baterias, turbinas eólicas, eletrônicos e equipamentos militares. Embora o nome sugira escassez, o desafio não é a raridade em si, mas a dificuldade de extração e refino em escala comercial. Projetos como o Colossus ganham relevância justamente por ampliar a oferta desses insumos fora da China, hoje dominante no mercado global.

Quem está por trás do aporte

O pacote de financiamento reúne diferentes fontes. A gestora global One Investment Management (OneIM) entra com até US$ 75 milhões, o maior bloco do aporte. Já os investidores estratégicos ORE Investments e Régia Capital, que já tinham participação na empresa, anteciparam US$ 5 milhões. Outros investidores institucionais, a maioria brasileiros, completam o pacote com cerca de US$ 40 milhões.

Somando esses novos recursos ao caixa disponível e a valores ainda não utilizados de um acordo anterior com ORE e Régia, a Viridis afirma ter identificado cerca de US$ 154 milhões em capital próprio, valor que supera a necessidade estimada de US$ 135 milhões para destravar o projeto.

O financiamento do projeto Colossus em números
US$ 120 micompromissos captadosNovo pacote de investimento anunciado pela Viridis.
US$ 154 micapital próprio identificadoSoma dos novos recursos, caixa e acordo anterior com ORE e Régia.
US$ 449 micusto total do projetoInvestimento total estimado para viabilizar o Colossus.

Para empresários e gestores de setores que dependem de terras raras, como fabricantes de componentes eletrônicos, motores elétricos e equipamentos de energia renovável, a notícia sinaliza que o Brasil pode se tornar, nos próximos anos, um fornecedor relevante desses insumos. Isso pode significar, no futuro, mais opções de fornecimento e menos dependência de importações concentradas em poucos países.

O que ainda falta acontecer

Apesar do avanço no financiamento de capital próprio, o projeto Colossus ainda precisa avançar em outras frentes antes de sair do papel. A Viridis informou que agora concentra esforços em fechar contratos de venda futura da produção, conhecidos como offtake, além de estruturar a dívida de longo prazo que vai complementar o capital já captado.

A decisão final de investimento, etapa que confirma se o projeto realmente vai adiante, está prevista para o quarto trimestre de 2026. Caso confirmada, a expectativa da empresa é iniciar as obras de construção em 2027 e começar a produção comercial em 2028.

Para quem acompanha o setor de mineração e cadeias industriais ligadas a tecnologia e energia, vale manter o projeto no radar. Ainda que a produção esteja a alguns anos de distância, movimentos como esse ajudam a antecipar tendências de mercado, oportunidades de fornecimento e possíveis parcerias comerciais conforme o cronograma avança.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.