Taxonomia Sustentável: consulta pública vai até 20 de novembro
20/10/2026 11:453 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Se a sua empresa atua em setores como agricultura, indústria, energia, construção ou turismo, vale ficar atento: o Ministério da Fazenda está recebendo sugestões para a segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), um sistema que define quais atividades econômicas podem ser consideradas sustentáveis. A consulta pública está aberta desde 16 de outubro e vai até 20 de novembro de 2026, na plataforma Brasil Participativo.
O que é essa taxonomia e por que ela importa
Na prática, a TSB funciona como um dicionário oficial de sustentabilidade. Ela estabelece critérios e indicadores para dizer o que pode, de fato, ser chamado de atividade sustentável, seja no setor de energia, no agronegócio, na construção civil ou em serviços. A ideia é criar uma referência comum para empresas, bancos, investidores e o próprio governo usarem na hora de avaliar projetos.
Esse tipo de classificação tem efeito direto no bolso de quem busca crédito ou investimento. Segundo a Fazenda, o objetivo é orientar o direcionamento de recursos públicos e privados para negócios com impacto ambiental e social positivo, além de reduzir o chamado greenwashing, quando uma empresa se apresenta como sustentável sem que isso corresponda à realidade das suas operações.
A nova versão da taxonomia amplia o escopo em relação à edição anterior. Agora entram critérios sobre proteção da biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e redução de desigualdades regionais e territoriais. Para dar suporte a essa análise, a Fazenda disponibilizou documentos setoriais, um caderno metodológico e outro voltado especificamente ao enfrentamento das desigualdades, cobrindo setores como agricultura, indústria, energia, saneamento, construção, transporte, serviços sociais e turismo.
Quem pode participar e como
A consulta é aberta a qualquer interessado, mas tem relevância especial para empresas e profissionais que lidam com a preparação e análise de informações de sustentabilidade, já que são eles que vão precisar se adequar aos critérios definidos. As contribuições devem ser enviadas pela página oficial da consulta no Brasil Participativo, onde estão reunidos os documentos e os formulários correspondentes.
Um ponto de atenção prático: cada formulário aceita até dez comentários e permite anexar um documento com contribuições adicionais, mas o preenchimento é limitado a uma vez por CPF em cada formulário. Por isso, a orientação da Fazenda é organizar previamente as sugestões antes de enviar, para aproveitar bem o espaço disponível. Quem quiser pode participar da análise de mais de um caderno temático.
O lançamento oficial da consulta acontece nesta terça-feira (20), das 14h às 17h30, em Brasília, com transmissão pelo canal da Fazenda no YouTube. Pode ser uma boa oportunidade para quem quer entender melhor os critérios antes de enviar sugestões.
Como se preparar
Para empresas que dependem de financiamento, investimento ou que já reportam informações de sustentabilidade, essa é a etapa em que ainda dá para influenciar as regras antes delas ficarem definitivas. Os documentos setoriais mostram exatamente que critérios o governo está propondo para cada área de atuação, então vale a pena revisar o caderno que corresponde ao seu setor e identificar se há pontos que fazem sentido questionar ou sugerir ajustes.
Reunir a equipe responsável por sustentabilidade, financeiro ou relações institucionais para ler os materiais com antecedência evita perder o prazo de 20 de novembro. Como cada CPF só pode preencher o formulário uma vez por documento, consolidar as contribuições da empresa antes de enviar é o caminho mais eficiente para garantir que a opinião do negócio seja ouvida nessa fase da taxonomia.
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