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Registro de marca: o que casos como Havan x Havanna ensinam ao seu negócio

23/10/2026 10:003 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Você já parou para pensar no que aconteceria se, depois de anos construindo o nome da sua empresa, outra pessoa aparecesse com o registro dessa marca em mãos? Esse tipo de situação é mais comum do que parece, e já derrubou negócios, gerou indenizações milionárias e travou empresas em disputas judiciais que duraram anos. Analisar alguns casos famosos, nacionais e internacionais, ajuda a entender por que registrar marca e patente não é burocracia dispensável, mas proteção essencial para qualquer negócio.

De gigantes como Apple e Nike a empresas brasileiras como Havan e Ambev, os conflitos mostram um padrão: quem registra primeiro e de forma correta tem muito mais segurança jurídica. E isso vale tanto para uma multinacional quanto para uma pequena empresa que está começando agora.

O que esses conflitos têm em comum

No caso Pfizer x Moderna, a disputa girou em torno de patentes de tecnologia usada nas vacinas contra Covid-19. A Moderna alegou que a concorrente usou, sem autorização, inovações que custaram anos de pesquisa prévia. Já Apple e Beatles brigaram por décadas pelo uso do nome "Apple", chegando a um acordo só depois que a empresa de tecnologia entrou no mercado musical com iPod e iTunes, quebrando um compromisso anterior.

Entre marcas brasileiras, o caso Havan x Havanna mostra como a Justiça avalia cada disputa considerando o ramo de atuação das empresas. A rede de lojas de departamentos e a marca argentina de alfajores e cafés discutiram no INPI e depois no STJ se o nome e a semelhança sonora causariam confusão no consumidor. A decisão final permitiu que as duas marcas continuassem convivendo no mercado, já que atuam em setores diferentes e nenhuma delas gerou confusão real para quem compra.

Já o caso da família Legrand, produtora de vinhos no Sul do Brasil, mostra um detalhe importante: nem mesmo o seu próprio sobrenome garante direito automático de uso comercial. Se outra pessoa da família já registrou a marca antes, no mesmo ramo, o registro anterior prevalece. E o confronto entre Ambev e Cervejaria Petrópolis, pelo uso de latas vermelhas nas marcas Brahma e Itaipava, discutiu até que ponto cores e elementos visuais podem ser exclusividade de uma empresa.

O que considerar antes de registrar
INPIÓrgão responsávelÉ o órgão que analisa pedidos de registro de marcas e patentes no Brasil.
AnterioridadePrincípio decisivoQuem registra primeiro tende a ter prioridade em disputas, mesmo em casos de sobrenome próprio.
Ramo de atuaçãoFator de análiseA Justiça avalia se há risco real de confusão entre consumidores dos mesmos setores.

Por que isso importa para o seu negócio

Mesmo empresas pequenas e médias podem enfrentar esse tipo de problema. Um exemplo disso é a tentativa da Monster Energy de barrar marcas de videogame no Japão, como Pokémon e Monster Hunter, alegando confusão com o termo "Monster". O pedido foi rejeitado pelo órgão japonês de marcas, mas o caso mostra como empresas grandes podem agir de forma agressiva para proteger (ou tentar expandir) seus direitos sobre um nome, o que reforça a importância de você ter seu próprio registro bem feito desde o início.

Se você tem uma marca, um produto ou uma tecnologia que diferencia o seu negócio da concorrência, vale a pena verificar se esse ativo está protegido. Isso vale tanto para o nome da empresa quanto para logotipos, embalagens, slogans e até processos de fabricação, como aconteceu na disputa entre Nike e Adidas por tecnologias de tênis sem costura.

Como se preparar

Antes de investir em identidade visual, marketing ou tecnologia própria, é recomendável consultar se já existe algo semelhante registrado no seu setor. Isso evita dor de cabeça futura e reduz o risco de ter que mudar nome, embalagem ou até interromper a venda de um produto depois de anos de investimento. Buscar orientação profissional especializada em registro de marcas e patentes junto ao INPI é um passo prático que pode evitar prejuízos financeiros e jurídicos muito maiores no futuro.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.