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19/07/2026 12:00· 3 min de leitura· Reforma tributária
Atualizado há 13 horas

Reforma tributária já impacta escritórios, mas 56% dos contadores ainda não têm plano

Reforma tributária já impacta escritórios, mas 56% dos contadores ainda não têm plano
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma pesquisa recente, a Sondagem Omie do Setor Contábil, feita em parceria com Fenacon, Sescon-SP, Sescon-MG, Sescon-RS e o Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais, revelou um dado que merece a atenção de qualquer empresário: 68% dos contadores já foram procurados por clientes com dúvidas sobre a reforma tributária. Ao mesmo tempo, 56% desses profissionais admitem que ainda estão apenas estudando o assunto, sem um plano concreto de ação. O levantamento ouviu 633 escritórios contábeis de diversas regiões do Brasil.

Na prática, isso significa que a reforma tributária deixou de ser um tema distante, discutido só em congressos e artigos técnicos, e passou a bater na porta das empresas todos os dias. Se você é dono de negócio, é bem provável que já tenha se perguntado como o IBS e a CBS vão afetar sua operação, ou já tenha levado essa dúvida ao seu contador.

Quem é afetado

Praticamente todo empresário será impactado, mas de formas diferentes dependendo do porte e do setor. As dúvidas mais comuns levadas aos escritórios de contabilidade envolvem a emissão de documentos fiscais, a formação de preços dos produtos e serviços, o enquadramento tributário mais adequado para cada empresa e os ajustes necessários na gestão financeira. Ou seja, não é apenas uma questão de "pagar mais ou menos imposto": a reforma mexe com decisões estratégicas que envolvem precificação, competitividade e planejamento de caixa.

O problema é que, segundo a pesquisa, mais da metade dos escritórios contábeis ainda não transformou o conhecimento técnico que vem acumulando em um processo estruturado de atendimento. Isso quer dizer que muitos contadores estão estudando a legislação, participando de cursos e acompanhando notícias, mas ainda não criaram um roteiro claro de como vão orientar cada cliente. Para o empresário, isso pode se traduzir em respostas genéricas ou em prazos mais apertados para tomar decisões importantes quando as obrigações começarem a valer de fato.

O que muda no papel do contador

Um ponto positivo trazido pela pesquisa é a expectativa de que a contabilidade assuma um papel mais consultivo daqui para frente. Em vez de apenas cuidar da parte burocrática, os escritórios devem passar a orientar os clientes em decisões como revisão de cadastros fiscais, classificação tributária de produtos, ajuste de sistemas, escolha do regime tributário mais vantajoso, formação de preços e planejamento financeiro de médio e longo prazo.

Isso é uma boa notícia para quem já tem um relacionamento próximo com o escritório de contabilidade: significa que, além de cumprir obrigações fiscais, o contador pode se tornar um parceiro estratégico na hora de entender como a reforma afeta a lucratividade e a competitividade do negócio. Mas também é um alerta: se o seu escritório ainda não sinalizou esse tipo de suporte, pode ser a hora de perguntar diretamente o que já está sendo feito para preparar sua empresa.

Como se preparar

A pesquisa também destaca que a tecnologia vai ter papel central nessa transição. Sistemas de gestão bem ajustados e ferramentas digitais tendem a facilitar tanto o trabalho dos escritórios quanto a adaptação das empresas às novas exigências fiscais. Por isso, vale conversar com seu contador sobre como estão os sistemas usados na emissão de notas e no controle financeiro do seu negócio, e se eles já estão preparados para as mudanças que estão por vir.

Com o cronograma da reforma tributária já em andamento, esperar para se adaptar pode custar caro. As recomendações práticas incluem mapear os impactos específicos para o seu tipo de negócio, garantir que sua equipe interna e o escritório de contabilidade estejam atualizados sobre a nova legislação, revisar os sistemas de gestão e emissão de documentos fiscais e buscar orientação consultiva mais aprofundada, e não apenas o cumprimento burocrático das obrigações.

Se o seu escritório de contabilidade ainda não trouxe esse assunto à mesa, tome a iniciativa. Pergunte como estão os planos de adaptação, quais mudanças específicas podem afetar sua empresa e o que já está sendo feito em termos de sistemas e processos. Quanto antes essa conversa acontecer, menor o risco de surpresas quando as novas regras entrarem em vigor de forma mais ampla.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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